No dia 6 de março começa a segunda temporada do Programa do Porchat, produzido pela EyeWorks-Cuatro Cabezas (que foi comprada pela Warner) e veiculado na RecordTV, toda 2a. feira à noite. Por ser Warner no Brasil, Fábio Porchat e eu (roteirista-chefe do talk show de Fábio) tivemos a oportunidade de visitar a Warner em Los Angeles e acompanhar as gravações de dois programas, o “Conan” (com Conan O’Brien) e o “The Ellen DeGeneres Show” (com Ellen deGeneres). Como foi? Foi MUITO legal. Pra começar, porque antes de ver a Ellen, passamos pelo Central Perk, o café da mais maravilhosa de todas as séries, F.R.I.E.N.D.S.

O famoso café de F.R.I.E.N.D.S.

O famoso café de F.R.I.E.N.D.S.

Mas antes, vamos falar do Conan.

Conversamos com a produção, visitamos a redação, todas as dependências, acompanhamos a gravação do programa no estúdio e no switcher (a sala de controle, por assim dizer).

A equipe é incrivelmente afinada. Todos trabalham juntos há muito tempo. Não há estresse. Como conversamos após o programa, a grande diferença entre produções de TV brasileiras e americanas é que somos muito melhores em improvisar soluções para todos os problemas que acontecem enquanto os americanos são planejadores dedicados que impedem que os problemas sequer venham a acontecer.

O processo de gravação de Conan é uma perfeição. Um comediante anima a plateia durante meia hora, brinca, dá prêmios. Quando todos estão alguns graus mais quentes, a banda começa a entrar, um por um. O diretor de palco parece um maestro que, conduzindo os movimentos de todos com o dedo indicador, aponta para que cada músico vá até a frente do auditório, faça seu solo e volte. Quando todos os músicos estão de volta a seus lugares, a banda ataca, faz-se a contagem regressiva e Conan entra pra fazer seu monólogo. E aí, seguem-se as entrevistas, o musical final, tudo feito sem gordura alguma. Há um mínimo de edição.

No estúdio de Conan O'Brien

No estúdio de Conan O’Brien

O programa da Ellen é gigantesco. São dois estúdios juntos. Uma plateia de 300 lugares, loja de produtos Ellen, um lounge para quem não conseguiu ingresso (pessoas levam meses pra conseguir uma vaga no auditório), uma sala  vidro para patrocinadores e convidados no mezzanino, um espaço imenso com sofás, mesa de ping-pong, bar, para os convidados, um hall com todos os camarins. Nesse dia que acompanhamos (no estúdio e no switcher também) o convidado era Matt Damon.

No cenário da Ellen

No cenário da Ellen

Tudo ali nos faz respirar a maravilhosa Ellen. Fotos dela com convidados em todos os corredores, livros e revistas que falam dela sobre as mesinhas, Ellen é a estrela maior, merecidamente. Ela é demais, faz tudo na medida certa, nunca passa da dose perfeita. Além do humor que já conhecemos, Ellen também lida com emoção, mas sem aquele sentimentalismo forçado. No dia da gravação, vi um segmento em que Ellen lia a carta de uma refugiada do Sudão que chegou aos Estados Unidos dez anos antes e aprendeu a falar inglês assistindo programas da Ellen. Ao ver a garota na plateia, emocionada por ser chamada ao palco, comecei a chorar no switcher! Em segundos!  (assista aqui e veja que coisa fofa que é essa moça).

A experiência foi extremamente proveitosa em todos os sentidos. Ali, nos estúdios da Warner em Los Angeles, estávamos no coração da indústria do entretenimento. Logo depois que voltamos da entrevista com Matt Damon, em frente ao nosso hotel, acontecia a première do filme que ele foi divulgar. Depois da estreia, a festa temática com direito a dragões chineses aconteceu no hotel onde estávamos hospedados. Tudo ali acontece em função da produção de fantasia.

Além da oportunidade profissional, aproveitei pra ver museus, passear por Santa Monica, treinar num parque com montanhas (Runyon Canyon, pertinho do hotel) e fazer uma corrida de 10km em 57’59”. Não é grande coisa, mas é meu novo record. 🙂  Eu falei Record? Então, aproveito pra dizer que estou totalmente de volta e preparada para a Season 02 do Programa do Porchat, com mais de 170 episódios de muita diversão. O show não pode parar!