Nossa Mulher Positiva é a Vânia Capela, diretora administrativa do Sidia. Com foco, a executiva trabalha constantemente para colocar o Sidia em um patamar nacional e torná-lo líder no segmento de tecnologia, e assim desenvolver o ecossistema digital na Região Norte, especialmente no Amazonas. Formada em Engenharia Eletrônica pela Universidade Estadual do Amazonas.

  1. Como começou a sua carreira?

Sou formanda em Engenharia Eletrônica pela Universidade Estadual do Amazonas, com especialização em Engenharia de Produção e Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalho no Sidia desde 2016, onde iniciei minha carreira como Gerente de Projetos de PMO (Project Management Office) e software engineering, desde junho de 2018 assumi como diretora administrativa do Instituto. Além disso, tive a oportunidade de trabalhar em países da Europa, América do Norte e do Sul e Ásia, que contribuíram para eu ter uma experiência ainda mais enriquecedora e completa. Durante minha carreira, trabalhei também em importantes empresas do setor de tecnologia.

  1. Como é formatado o modelo de negócios do Sidia? 

O Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia é um centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação, sediado em Manaus, Amazonas – Brasil, responsável por implementar soluções digitais inovadoras para o mercado local e global. Criado em 2004, atua no desenvolvimento e qualidade de software embarcado para celulares, tablets, novas tecnologias vestíveis (wearables) e smart TVs, aplicações para óculos de realidade virtual, realidade aumentada, inteligência artificial e criação de games de classe mundial. Na América Latina, o Sidia é referência no desenvolvimento de software embarcado, e soluções móveis. Um dos seus principais objetivos é conduzir pesquisa e desenvolvimento tecnológicos com parceiros industriais, governamentais e acadêmicos, fomentando inovações tecnológicas.

 

O Instituto conta com um time formado por mais de mil profissionais das mais variadas formações intelectuais, culturais e engajados em inovação, que são treinados e capacitados nas atividades de desenvolvimento de projetos tecnológicos, seguindo padrões internacionais de qualidade. Investindo constantemente na capacitação dos profissionais de diferentes áreas, valorizando os estudantes da região, mas também captando talentos de diferentes regiões do Brasil. Dessa forma, a região é beneficiada com a geração de novos empregos diretos e indiretos e com capacitação da mão de obra local realizada através de transferência de competências de outros centros mundiais. Recentemente, foi realizada uma Pesquisa de Clima com todos os funcionários, e apresentou resultados significativos: 91% dos profissionais estão satisfeitos com o ambiente de trabalho e clima organizacional da empresa, um salto de 17% em relação ao ano passado, um feito extraordinário para qualquer tipo de organização. O levantamento foi realizado pelo Instituto Humanizar, especializado em atendimentos, treinamentos e coachings para o mundo corporativo.

 

Além disso, o Instituto trabalha constantemente no aprimoramento das ferramentas de gestão de RH, como, por exemplo, os programas “All Hands”, reuniões bimestrais com todos da empresa onde são apresentados resultados e diretrizes da organização com painel de perguntas e respostas e o “Listen to You”, encontros periódicos com alguns colaboradores voluntários, sobre opiniões e sugestões de melhoria para a organização. Nosso maior objetivo é oferecer aos nossos colaboradores um ambiente de trabalho saudável, motivador, de criação e desenvolvimento aliado à infraestrutura adequada para que todos nossos funcionários possam alcançar o máximo de seu potencial, por este motivo foi adquirida uma nova sede, um grande ativo para o ecossistema de P&D da região, pois nós do Sidia sonhamos com um ecossistema forte, de vanguarda, sonhamos com uma região onde tecnologias de futuro, similares as que existem em grandes centros tecnológicos mundiais, sejam desenvolvidas. Nós já colocamos o pé neste futuro.

 

  1. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

 

Posso dizer que durante toda a minha vida profissional o momento atual tem sido um dos mais instigantes. O setor tem enfrentado o desafio de se adaptar às mudanças na Lei da Informática e em como lidar com essas alterações no segmento de pesquisa e desenvolvimento – nossa principal atividade. Por isso, temos trabalhado de maneira bastante ativa para mostrar a importância doa alta tecnologia que fazemos e o quanto essa competência desenvolvida no Instituto é importante para o desenvolvimento da área de Pesquisa & Desenvolvimento para todo o País. De maneira paralela, trabalhamos de maneira constante para ampliar a visibilidade do Sidia em âmbito nacional para que as atividades desenvolvidas pelo Instituto possam beneficiar cada vez mais pessoas.

 

 

  1. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa/empreendedora. 

 

Uma das minhas principais premissas é ter foco em tudo o que faço, trabalhando com prioridade e dando 100% da minha atenção em cada atividade. Tenho dois filhos, um menino de 18 anos e uma menina de 10. O meu filho se mudou, este ano, para fazer faculdade em São Paulo, (Produção Audiovisual) e eu tento organizar meu tempo para estar sempre junto deles, mesmo que longe. Meu tempo é precioso e por isso tento sempre ocupá-lo com atividades que agreguem valor, seja para minha família, seja para o meu trabalho. Por isso, estou sempre focada em algo que me proporcione algum aprendizado ou que me traga experiências novas – mas às vezes é bom também ter um tempo para espairecer. Eu tenho uma vida bem organizada, acredito que o planejamento e organização são essenciais para que possamos ter bons resultados.

 

  1. Qual o seu maior sonho?

 

Hoje o meu maior sonho é colocar o Sidia em um patamar nacional e torná-lo líder no segmento de tecnologia, para que possamos contribuir para o desenvolvimento do ecossistema digital na Região Norte, especialmente no Amazonas. Dessa maneira, queremos liderar o movimento de implementação do Polo Digital de Manaus (PDM), e torná-lo realmente uma matriz econômica para o estado, gerando empregos e melhorando as soluções tecnológicas para impulsionar as mais diversas áreas da economia local. Ainda temos uma longa jornada, mas é um sonho possível. Queremos construir um legado para a sociedade – e isso não tem preço.

 

  1. Qual a sua maior conquista?

 

É difícil dizer, pois ao longo da minha carreira obtive grandes conquistas e diferentes experiências que contribuíram positivamente para o meu desenvolvimento como profissional. Além disso, acredito que meu estilo de liderança contribuiu para isso. Assumi um cargo de gerência muito cedo. Aos 23 anos, já era gerente de engenharia em uma grande empresa, e desde lá meus desafios sempre relacionados ao sucesso das empresas das quais fiz parte. Até hoje, consegui alcançar estas metas e minha vida é cheia de conquistas. Fico muito feliz por ter deixado este legado por onde passei. Eu tenho uma carreira sólida e uma das minhas principais conquistas é ter um nome forte e uma boa reputação no mercado local.

 

 

  1. Livro, filme e mulher que admira

 

Sou muito religiosa, então o livro que mais me dirige é a Bíblia. Já o filme que mais me tocou foi o Paixão de Cristo com o ator Mel Gibson, foi o melhor já feito na minha opinião. O filme reforça o quanto Jesus lutou por nós e não mediu esforços para isso, e às vezes nós achamos que as barreiras são grandes demais, e podemos aprender com isso e não medir esforços para realizar nossa missão.

 

Uma das pessoas que eu mais admiro é a minha mãe – Sra. Fátima -, apesar das dificuldades que teve para nos criar, sonhava em ser médica, mas não conseguiu concluir o segundo grau, então se dedicou completamente a criação dos filhos. E tenho certeza que ela criou todos muito bem, com valores e ética e eu a admiro por isso. Minha avó materna, Francisca, é outra pessoa que eu admiro. Ela me ensinou a ler e escrever com três anos de idade e me estimulou a gostar de estudar, ela fez com que estudo fosse uma diversão e não um peso. Eu brincava de estudar e isso me ajudou a ter foco – até hoje eu gosto de estudar e tenho a leitura como hobby – graças a minha avó.