Nossas Mulheres Positivas são as irmãs Cabaleiro: Victória e Maria. Nascidas em 05/07/89 e 08/11/90, respectivamente, têm o DNA da moda no sangue quando a tataravó e avó fizeram parte do clã de costureiras da família real espanhola no século 19, trazendo um design clássico e de bom gosto para as peças. Sérias e trabalhadoras, tem como meta se firmarem como uma das principais marcas de moda feminina brasileira, Victória com acessórios e Maria com roupas de alfaiataria.

1. Como começou a sua carreira?

Maria – A paixão pela moda vêm desde minha tataravó. Ela fez parte do grupo de costureira que fazia as roupas da família real espanhola no século 19 (entre 1873 e 74). Passado de geração para geração, o dote da costura chegou até mim pela minha avó, que montou um ateliê em Belo Horizonte, fazendo enxoval para noivas/casamentos, que tinha como clientes até a família Matarazzo. Foi ai que tive o meu maior contato com a costura e onde originou minha paixão pela alfaiataria, tecidos e costura. Quando me casei, me mudei para São Paulo e logo que cheguei fui atrás de confecções boas para fazerem as minhas peças. Tinha uma ideia de fazer uma marca que fosse atemporal e de alfaiataria, porém que trouxesse referências clássicas e tradicionais, através do corte, dos tecidos usados e da modelagem. Comecei aos poucos, desenhando algumas roupas e produzindo pouca quantidade de peças. Assim que começou a tomar forma, comecei a investir em agências de comunicação, como branding e marketing. Em junho de 2018, lancei a minha primeira coleção, essa para o outono/inverno, com looks monocromáticos e com foco em peças de alfaiataria.

Vitória – Assim que me formei na FAAP, em São Paulo, fui para Belo Horizonte visitar minha mãe. Lá fomos à procura de adereços para festa e não achamos nada que nos agradasse muito. Foi aí que tivemos a ideia de fazer nossos próprios acessórios, poiso mundo da moda sempre foi algo aflorado em nós duas. Desde então nos especializamos no assunto e seguimos em frente com a Vitória Cabaleiro.

2. Como você enxerga o mercado de moda no brasil? 

Maria: A moda no Brasil ao meu ver está crescendo cada vez mais e hoje em dia ela está indo para um novo caminho, seguindo uma tendência que já existe ao redor do mundo: a do consumo consciente. As pessoas estão procurando cada vez mais informações a respeito do que consomem, de como as peças são feitas, se tem uma consciente socioambiental por de trás da marca. O que é ótimo. Essa onda de slow fashion está crescendo muito! O que tornou um mercado super competitivo, onde os pequenos detalhes fazem toda a diferença.

 Vitória: Temos muito o que explorar ainda, devemos valorizar os produtos feitos aqui e priorizar nossos produtores. Felizmente, isso tem melhorado. Hoje há muitas marcas brasileiras que oferecem peças diferenciadas e de qualidade, não precisamos mais procurar fora do país. O mundo da moda está em constante crescimento.

3. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira? 

Maria: Acho que sempre teremos momentos difíceis… Mas, o mais complicado e intenso, acho que foi bem no comecinho, quando dei início à abertura da marca e produção da minha primeira coleção! Foi difícil pois não sabia como seria a aceitação das pessoas com a marca, se conseguiria produzir tudo, do jeito que eu tinha idealizado! Porém, logo de cara, consegui um ótimo posicionamento com as clientes, que sempre amaram as minhas peças e o conceito criado por de trás da marca.

 Vitória: Acho que o começo é uma fase de bastante aprendizado, ninguém acerta em tudo sempre, no início os erros são maiores, mas isso gera mudança e aprendizado. O importante é não desistir e acreditar naquilo que fazemos.

4. Você optou por seguir os seus sonhos e empreender. Foi difícil tomar esta decisão?

Maria: Foi bem difícil! Fiquei com muito receio de ” quebrar a cara”. Começar novos negócios dão sempre uma certa insegurança. Além de ser um negócio novo pra mim, começar uma marca do zero. O mercado também deixa tudo muito livre, sem saber ao certo como será tudo certinho, de não ter 100% de certeza de como seria cada passo. O que me fez tomar muita cautela e cuidado, ter uma estratégia bem redonda, para tentar obter êxito em todas as ações, pensando sempre no objetivo final: criar uma marca de sucesso. 

 Vitória: Ser empreendedor é ir atrás do que acreditamos e ser sensível às expectativas de nossos clientes. Ao mesmo tempo que tomamos decisões o tempo todo sabendo dos riscos que corremos, é muito gratificante ver os frutos de cada acerto!

5. Qual o seu maior sonho?

Maria: Para a marca, tenho vários… mas creio que o maior é vender Maria Cabaleiro no exterior. Londres, quem sabe? E claro, conseguir sempre manter o meu objetivo principal: que é deixar minhas clientes sempre satisfeitas com a suas compras.

Vitória: Gerar empregos e poder colaborar com muitas famílias brasileiras.

6. Qual a sua maior conquista?

Maria: Cada dia é uma conquista nova, desde ter criado a minha marca do zero, colocar nas peças as minhas inspirações e ideias, mas principalmente quando as clientes dão um feedback positivo com relação as peças. Me traz uma alegria enorme e a sensação de dever cumprido. A marca vem sendo reconhecida cada vez mais e isso é muito gratificante. Me deixa muito, mas muito feliz e realizada!

 Vitória: Acordar todos os dias sabendo que estamos no caminho certo. Ver as pessoas encantadas com o que fazemos não tem preço! 

7. Livro, filme e mulher que admira.

Maria:

Livro: O poder do hábito, Minutos de Sabedoria, Bom dia espírito santo, A Menina que Roubava Livros, O destino de uma Nação.

Filme: Ben Hur, Homens de Honra e O Conde de Monte Cristo

Mulher: Primeiramente minha mãe, pelos valores que me ensinou e por sempre correr atrás do que quer com muita ética. E inspiração mais forte na moda, é a Victoria Beckham, por seu estilo minimalista e chic, além da sua posição que alcançou de muito respeito no mercado da moda. Me inspiro muito também na Margaret Thatcher, por sua força, poder e determinação.

Vitória:

Livro: Bíblia, A Linguagem de Deus e a Revolta de Atlas

Filme: La La Land, O Estagiário e Sete noivas para sete irmãos

Mulher que admiro: Lolita Hannud e Coco Chanel