Fernanda Medici é mais que positiva! Formada em Relações Públicas e pós graduada em Relações Internacionais, com especialização em países emergentes. Trabalhou nas eleições municipais de 2013, coordenou o projeto de comunicação ambiental – Ambiente Legal. Com vasta experiência com resíduos sólidos, dedica grande parte do seu trabalho a diversas organizações do terceiro setor e é co-autora do livro Mulheres Positivas.
1.  Fefa como começou a sua paixao pelo 3 setor?
Não saberia dizer um tempo certo, começou na minha casa quando era nova. Meus pais sempre se empenharam em nos educar de uma forma que nos fizesse ver a vida além da nossa bolha social dotada de privilégios. Desde pequena aprendi a dividir o meu melhor com aqueles que estavam ao meu redor. Minha paixa não é necessariamente ao terceiro setor. Minha paixão é por justiça e pela equidade social. Encontrei no terceiro setor um dos meios no qual posso desenvolver atividades que vão ao encontro dos meus ideais.
2. Por que vocês escolheram esse tema para o livro?
A Fabi Saad já tinha escrito um livro sobre executivas de sucesso. Quando começamos a conversar sobre a possibilidade de desenvolvermos esse projeto juntas pensamos em conectar ao terceiro setor, algo mais próximo do meu campo de trabalho. Depois fomos ampliando essa ideia para “Mulheres Positivas”. Durante anos acreditamos que para desenvolver um trabalho de cunho social deveríamos dedicar nosso tempo ao terceiro-setor. O livro quis quebrar esse paradigma e trás diversos exemplos de mulheres em diferentes campos de atuação que usaram do seu trabalho algo que pudesse impactar positivamente a sociedade. Algumas através de ONGs, outras fizeram do seu cargo público um ambiente de inovação e outras fizeram do seu negócio algo que propõe algo além do lucro. O intuito desse trabalho é inspirar as próximas gerações a fazerem do seu trabalho uma ferramenta de transformação social, porque mais importante que escolher uma carreira deve ser a escolha do papel social que você ira exercer. São as nossas atitudes que determinam a sociedade que vivemos.
3. Qual o seu maior sonho?
Nossa são tantos… nesse momento ver uma sociedade mais unida afim de discutirmos um novo modelo social, mais justo e promissor e não por partido político de ideias retrógradas.
4. Qual foi a sua maior conquista?
Ainda não alcancei minha maior conquista. Por hoje, ser quem eu sou. Acredito que minha maior contribuição para a sociedade é dar o melhor de mim. Me proponho sempre evolir me desafiando a mudar hábitos e ideias que não as considero positivas. Cada dia mais me vejo assumindo minha personalidade baseada nas minhas crenças.
5. Você já sofreu preconceito na carreira por ser mulher? Tem alguma estória interessante para nos contar?
Milhares. Sempre trabalhei em ambientes predominantemente masculino. Fui inúmeras vezes desrespeita e vi minha capacidade intelectual ser colocada em questão, somente por ser mulher.
Inclusive tive um chefe que me humilhou algumas vezes fazendo insinuações sexuais. Queria ter naquele momento   o conhecimento legal que tenho hoje. Certamente essa história seria escrita de outra maneira. Saberia como agir legalmente coisa que na época não.
6. Um livro, um filme e uma mulher que você admira.
Qualquer livro do Fritjof Capra – meu preferido é ” A Teia da Vida. Capra ensina à termos uma visão mais ampla sobre a humanidade e a necessidade de coexistir.
Sou apaixonada por documentários. Tem um em especial – Human, do Yann Arthus-Bertrand. Acho que é interessante porque é capaz de nos questionar em relação aos nossos valores.
Ngozi Okonjo-Iweale, nigeriana, duas vezes ministra da economia. Travou uma luta contra a corrupção em favor da transparência comercial. Uma mulher brilhante, que trabalha para transformar a sociedade constantemente. Ocupa uma importante função no Banco Mundial, é íntegra e acredito que mais pessoas deveriam conhecer sua trajetória e causas.