Nossa Mulher Positiva é Fabiana Trigo. Empreendedora, empresária e executiva do ramo cultural; das línguas. Séria, focada e determinada, vem conquistando seu espaço em um mercado absolutamente promissor.
Como começou a sua carreira?
Sou formada em Marketing pela USP e desde o início de minha graduação estava decidida a fazer estágio em diferentes áreas do MKT para encontrar algo que eu realmente me identificasse. Seguindo essa linha de raciocínio, passei por Marketing de Produtos na Unilever, Marketing Digital no Itaú iCarros, Marketing de Eventos na BMC (uma grande e excelente empresa de tecnologia americana, a que mais gostei de trabalhar, na verdade) e então fui efetivada no mercado na área que mais havia gostado e me desenvolvido: Marketing Digital, com foco 100% em Performance – na Farfetch, um ecommerce internacional de moda de luxo.
Apesar de gostar muito de trabalhar com MKT, eu me dei conta de que o problema não eram as empresas ou os times que fazia parte, mas sim eu mesma, pois eu não me encaixava no perfil de funcionário. Queria mais que isso. Queria fazer a diferença em algo que eu realmente acreditasse.
Seguindo esse instinto, pedi demissão com 22 anos e abri minha primeira empresa. Fui na contra-mão de todos os meus amigos e do que minha família acreditava ser o melhor para mim. Algumas pessoas me apoiaram, mas a maioria me achava louca haha  “Largar uma carreira em multinacional para empreender?”, “Você é muito nova, não vai dar certo…”, e por aí vai. Mas estava disposta a tentar. Se eu não arriscasse naquele momento, depois seria mais difícil.  De fato, meu primeiro negócio (um ecommerce de semi joias) não deu certo. Mas foi uma escola para mim! Errei bastante, mas consegui enxergar esses erros para não repetí-los novamente. E o mais importante: estava mais certa do que nunca que o meu negócio era empreender, só não sabia no que ainda; mas tinha certeza que não queria voltar para o ambiente corporativo de multinacional. Foi então que fiz uma proposta de sociedade ao meu noivo. Ele já estava no ramo de idiomas há 10 anos, mas atuando com uma proposta padrão de ensino. Desenvolvi e implementei um projeto que reestruturava a empresa por completo: trocamos o nome, criamos uma nova identidade visual, reformulamos o posicionamento da marca, ampliamos nosso portfólio de serviços e passamos a ser muito mais do que uma escola de idiomas, mas uma empresa moderna, que tem o cliente no foco de tudo. Foi assim que nasceu o Instituto bschool, que se reposicionou no mercado como a escola dos Digital Influencers 🙂
Como você enxerga o mercado de línguas no brasil?
Hoje, o mercado de idiomas no Brasil é dominado por escolas que ainda insistem em trabalhar com formatos padrões e engessados de atendimento. Aulas em turmas grandes, horários nada flexíveis, metodologias fixas, livros padronizados…enfim, modelos que trazem um retorno financeiro para o dono da empresa, mas não necessariamente o resultado esperado para os alunos.
Apesar do cenário econômico em que o país se encontra já há algum tempo, a demanda por cursos de idiomas continua bem interessante, até porque muitas pessoas passaram a se dedicar mais ao estudo do Inglês e outros idiomas para conseguirem se destacar, terem uma melhor qualificação e preservarem seus cargos! Mas claro, a expectativa de todos é que a procura venha a ser cada vez maior, conforme a economia seja re-aquecida.
Você optou por seguir os seus sonhos e empreender. Foi dificil tomar esta decisão? 
Sim, foi muito difícil ao ponto de ser considerado o momento mais difícil de minha carreira.
Na época era tudo muito incerto, por mais que eu soubesse que uma carreira corporativa não fazia sentido para mim, largar tudo e começar do zero, se arriscar em algo novo, também não é fácil e sempre bate uma insegurança.
É a falsa estabilidade do salário na conta todo mês no dia certo haha
O apoio e incentivo do meu noivo foi fundamental nessa tomada de decisão. Não me arrependo e faria tudo de novo!
Qual o seu maior sonho?
Ser referência no mercado de ensino de idiomas e compartilhar minhas experiências com as pessoas para mostrar que é possível “pensar fora da caixa”, fazer a diferença de verdade e não ter medo de errar.
O Brasil precisa muito de pessoas querendo inovar e empreender, mudar o “sistema”. Seria um sonho poder fazer parte disso!
Qual a sua maior conquista?
Minha primeira grande conquista foi ter entrado e me formado na USP. Meus pais sempre fizeram de tudo e abriram mão de muita coisa para pagar nosso estudo (meu e da minha irmã). Sempre dei valor a isso e passar na Fuvest foi como uma recompensa por tudo o que eles fizeram para mim.
Mas a minha maior conquista de fato, acredito que tenha sido comprar meu apartamento com 23 anos. Meus pais, infelizmente, nunca tiveram essa oportunidade; então para mim representava mais que um imóvel, mostra que tudo que eles fizeram valeu a pena!
Livro, filme e mulher que admira.
Livro: O diário de Anne Frank
Filme: À procura da felicidade, com Will Smith. A determinação e a força desse cara inspiram qualquer pessoa!
Mulher que admira: Michelle Obama. É realmente alguém que me desperta admiração. Uma mulher que teve que lutar para conquistar, que tem os pés no chão antes de mais nada e de uma humildade indescritível.