Nossa Mulher Positiva é Esperança Dabbur; formada em psicologia e em serviço social, deixou sua profissão para trás para abrir sua própria marca. Na época abriu a primeira loja no Itaim, em São Paulo. Hoje, presente em 7 cidades, a Fillity cresce em média 15% ao ano.

  1. Como começou a sua carreira?

A minha carreira começou quando abri uma loja na região do Itaim. Eu revendia outras marcas e após alguns meses percebi que era melhor produzir, comprar os tecidos e criar os modelos a partir do que eu ouvia sobre os desejos das clientes.

  1. Como é formatado o modelo de negócios da Fillity?

A Fillity é uma empresa essencialmente de varejo, faço as coleções junto com a equipe de estilo, escolhemos cores, matéria etc…  Desenvolvemos a coleção inteira apostando no que vai ser vendido, com base na experiência, no planejamento e nas tendências. Oferecemos o que nós acreditamos que nossa cliente quer. Fazemos duas coleções por ano, com várias entradas.

  1. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

O momento mais difícil e que nunca me esqueço foi quando entrou o Plano Cruzado, a inflação que já estava alta, piorou, e as pessoas não tinham poder aquisitivo, foi uma época de instabilidade muito complicada.

  1. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa/empreendedora?

É uma corda bamba equilibrista, pois sou daquela geração que não abandona a casa. Domingo, por exemplo, é o dia que tenho para cozinhar, sou a avó que recebe os netos, a mãe que recebe os filhos, a família toda. Quando não estou no escritório, sou uma mulher que têm casa e filhos. É um equilibro difícil que exige muito da gente.

  1. Qual o seu maior sonho?

Meu maior sonho é que meus filhos, netos e a família que eles construírem sejam felizes, que a vida sorria para eles e que eles sorriam para a vida.

  1. Qual a sua maior conquista?

A minha maior conquista é ter conseguido formar bons cidadãos, meus filhos são pessoas boas, também consegui construir uma empresa com gente do bem, uma rede de gente do bem e coisas boas a minha volta.

  1. Livro, filme e mulher que admira:

Livro Xógum:  inesquecível, li há muitos anos, foi a primeira vez que me aproximei da cultura japonesa, marcante é um livro enorme que eu almoçava e jantava lendo, não conseguia largar.

Filme: O Segredo dos Seus Olhos, filme de uma força interna de uma densidade psicológica que me encanta.

Mulher que admiro: admiro muito a minha mãe, que é uma pessoa que tem seus 95 anos e que mantém uma certa independência, uma autonomia intelectual, um interesse pelo mundo. Ela quer saber o que esta no jornal, qual o resultado do jogo, e isso me inspira. Essa fortaleza que não se dedica as mazelas da vida. Ela está interessada no mundo como um todo e acho isso estupendo, eu queria ser assim quando ficar mais velha.