Nossa Mulher Positiva é Emilia Afrange, psicóloga e psicoterapeuta. Emilia nos conta como iniciou a sua carreira e revela que seu roteiro profissional está pautado na promoção da saúde mental da sociedade, do homem e da mulher contemporâneos.

  1. Como começou a sua carreira?

Em 1981, concluí minha formação acadêmica como psicóloga.

A escolha desta carreira teve como aspiração promover a saúde mental, essencial para o bem-estar geral dos indivíduos e das sociedades, por meio de estratégias de prevenção e de intervenções terapêuticas.

Tinha consciência plena de que essa tarefa exigiria, além de um diploma, um tempo muito maior do que o aplicado nos bancos da escola, um tempo que estaria comprometido, fundamentalmente, com a práxis e o saber direcionados às demandas do homem contemporâneo e suas mazelas. E, hoje, este é o roteiro da minha vida profissional.

Mantenho um espaço próprio para atendimento particular e desempenho outras atividades paralelas relacionadas com a Psicoterapia, como professora, palestrante, administradora e supervisora de associações afins.

Sou mãe da Rafaella (32 anos) e já estive casada duas vezes. Durante meu segundo casamento, meu marido, também psicoterapeuta, e eu estivemos envolvidos em um projeto de investigação sobre qualidade de vida e Psicoterapia com propostas para o Terceiro Milênio. Foi uma etapa de vida a dois memorável pelo enriquecimento, tanto pessoal como profissional, que adquirimos juntos.

  1.  Como é formatado o modelo de negócios do (Consultório Particular)?

Fui professora e supervisora no Instituto Sedes Sapientiae por vinte anos. Acompanho os trabalhos da ONG Mamãe – Associação de Assistência à Criança Santamarense como psicoterapeuta voluntária desde 1984. Esta instituição atende crianças, adolescentes, adultos e idosos há mais de 40 anos, oferecendo creche, arte educação, cursos profissionalizantes, cursos para adultos e, recentemente, abrigo para pessoas em situações de rua e de vulnerabilidade.

Desde 2003, mantenho vínculo com o World Council for Psychotherapy (WCP) e a Federação Latino-Americana de Psicoterapia (Flapsi), instituição que congrega dez países da América Latina e na qual exerço o segundo mandato como presidente.

Em 2004, fundei a Associação Brasileira de Psicoterapia (Abrap) com a colaboração de um grupo de colegas da área. Desde sua constituição, participei da diretoria executiva, duas vezes como presidente. Atualmente, exerço o cargo de vice-presidente. Atualmente, dedico a maior parte do meu tempo ao atendimento de crianças, adolescentes, adultos, idosos e mães e seus bebês em meu consultório particular. Estou na minha terceira formação na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) e atuo no Ambulatório de Prematuros da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na coordenação e no acompanhamento de atividades diversas que seguem o recém-nascido prematuro, a mãe e sua família desde a saída da UTI neonatal até a idade de 21 anos, em um trabalho conjunto com a ONG Instituto do Prematuro – Viver e Sorrir.

  1. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

Sem dúvida, nesta área onde atuo, vive-se momentos difíceis a cada dia, principalmente, quando a desesperança bate à porta. O sofrimento físico é banal frente ao sofrimento psicológico. Substituindo por “trabalhoso” o termo “difícil”, que me dá a impressão de algo quase que impossível, diria que todos os momentos da minha carreira foram e têm sido trabalhosos, porque, parafraseando C. G. Jung, exigem que eu “conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas que, ao tocar uma alma humana, eu seja apenas outra alma humana”.

  1. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa/empreendedora.

Com determinação, entusiasmo e sempre confiante de que é possível fazer a diferença. No que depender de mim, espero dar conta “da parte que me cabe nesta terra”.

  1. Qual o seu maior sonho?

Contribuir para o crescimento e o desenvolvimento das potencialidades de todos que cruzarem meu caminho, tendo em vista a construção de um mundo onde justiça e fraternidade sejam as tônicas.

  1. Qual a sua maior conquista?

Creio que ser mãe é a maior! Sentir que a vida é movimento e que estou presente nela.

  1. Livro, filme e mulher que admira

Livro: a Bíblia.

Filme: Cine Majestic (2001, EUA).

Mulheres: Rosa Maria Marinho Acerba (Superintendente da Cruzada Pró-Infância e Presidente da Ong Mamãe: Associação de Assistência a Criança Santamarense), Madre Teresa de Calcutá, Michelle Obama.