Nossa Mulheres Positiva é Elaine Rufato, VP da Avantgarde São Paulo.

1.       Como começou sua carreira?

Olhando hoje para minha trajetória, eu diria que sou uma profissional formada dentro de agência. Foi nela que eu aprendi todas as etapas de um evento, de uma campanha, de uma ação promocional. Em suma, sou uma profissional da prática. Cheguei em São Paulo no final dos anos 90 para cursar jornalismo, mas fui parar por acaso em uma agência. Logo de cara, tive que fazer parte da equipe que produziria o evento Maximídia. Isso com apenas 17 anos (e deu tudo certo!). Então me estabeleci nesse segmento, agregando conhecimentos e cursos de marketing. Depois, continuei tendo gosto em aprender e me aprofundar em todas as áreas de uma agência, passando por eventos políticos, produção de campo, produção executiva, atendimento e, assim, alcançando posições de gerência. Enfim, hoje posso dizer que minha evolução profissional aconteceu naturalmente, sempre trabalhando com muita paixão e de acordo com o perfil de cada cliente, até chegar a este estágio atual na Avantgarde São Paulo.

2.       Como você enxerga o mercado de marketing?

Tivemos muitas transformações e períodos críticos nos últimos anos, mas vejo o mercado evoluindo. Os clientes têm nos procurado bastante, especialmente para ações promocionais e eventos. Para atendermos as expectativas e entregarmos projetos viáveis e criativos, temos que nos reinventar o tempo todo. Então, vejo o mercado de marketing como promissor. O Brasil é forte nisso, o país precisa deste setor aquecido. Em 2019, continuamos acreditando que com pequenas ideias conseguimos grandes transformações.

3.       Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

Não só o momento mais difícil, mas posso dizer também que a decisão mais difícil que já tomei na carreira foi na minha pós-maternidade. Meu filho hoje tem 7 anos e quando ele nasceu pensei seriamente em parar de trabalhar. Cheguei a me desligar da agência em que estava mas, depois de alguns meses em casa, as empresas começaram a me procurar. Recebi três propostas de uma só vez e todas por indicação de clientes que eu havia atendido. Isso mexeu comigo e resolvi voltar ao mercado logo depois. Por fim, acabei aprendendo a conciliar minhas duas carreiras, a de mãe e a de executiva. E graças a Deus, hoje tenho orgulho das duas, com apoio da minha família.

4.       Como vice-presidente da Avantgarde São Paulo, quais os principais desafios do cargo?

Nunca imaginei que chegaria um dia nesta posição importante e de tanta responsabilidade. Tudo aconteceu naturalmente com a evolução dos resultados que meu trabalho vinha apresentando. Daqui para frente, meu desafio é continuar aprendendo o que ainda não domino totalmente. Quero avançar em práticas empreendedoras, aprofundar nas questões financeiras do negócio de maneira mais técnica e cuidar com senso de dono. VP é um cargo de extrema confiança e tenho como meta manter o índice de crescimento da Avantgarde São Paulo em pelo menos 20% ao ano.

5.       Qual o seu maior sonho?

Posso dividir essa resposta em três partes. Como sonho material, desejo conquistar a casa que sempre quis. Gosto de receber os amigos, adoro cozinhar e oferecer almoços e jantares; gosto de cachorros e outros bichos. E meu filho adora piscina! Então preciso de uma casa espaçosa, com área verde, que traga qualidade de vida para minha família e que permita ter os amigos sempre por perto.

Como sonho pessoal, quero poder tirar um período sabático para viajar pelo mundo e poder assimilar culturas diferentes, conhecer novas realidades e assim evoluir como ser humano. E por fim, tenho um sonho social, que é fazer um trabalho com propósito, para contribuir com uma sociedade melhor. Ainda estou em busca de um projeto nesse sentido, pelo qual eu me apaixone e invista tempo e recursos nele.

6.       Qual a sua maior conquista?

Profissionalmente, posso dizer que este atual cargo de VP é uma grande conquista. Junto com isso tem uma outra que sempre desejei: estudar fora. Estou prestes a ir para Boston reforçar meu inglês e aprender coisas novas. Poder realizar isso aos 38 anos me deixa muito feliz e grata. Além disso, tive uma conquista pessoal que foi conhecer a Disney já depois de ter sido mãe, ou seja, virei criança de novo em Orlando e ao lado do meu filho! Não tem dinheiro que pague essa satisfação.

7.       Livro, filme e mulher que admira.

Quando estava grávida, li “O Caçador de Pipas” e foi um livro que me marcou muito, talvez porque eu estivesse bem mais sensível naquele momento. Posso citar também “Comer, Rezar, Amar”, que trata o universo feminino de uma forma muito humana e natural. E “O Diário de Anne Frank” é outro livro marcante em minha vida, pela perseverança e vontade de viver daquela menina.

Sobre filmes, adoro todas as animações que são lançadas, vou ao cinema com meu filho ver todas! Posso incluir também uma série, já que hoje as séries têm mais qualidades no geral que o cinema, então escolho “This is Us”, que tem uma temática forte e marcante.

Por fim, vou citar duas mulheres brasileiras que admiro por suas trajetórias de vida e de profissão: a primeira é a Cristina Junqueira, fundadora do Nubank, um exemplo de empreendedorismo e ousadia; e a segunda é a Luiza Trajano, do Magazine Luiza, outro grande exemplo de perseverança e sucesso.