Nossa Mulher Positiva é Cris Kerr, CEO da CKZ Consultoria em Diversidade e idealizadora do 8º Fórum Mulheres em Destaque e do 4º Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão

  1. Como começou a sua carreira?

Eu sou publicitária e comecei a minha carreira trabalhando em uma multinacional holandesa na área de arquitetura, onde 80% dos profissionais eram homens e o mais relevante era que todos os líderes eram homens. Fiquei por 4 anos nesta empresa e percebi que não havia espaço para as mulheres crescerem, então fui para outra multinacional – desta vez americana, onde tive a oportunidade de organizar a maior feira de telecomunicações do brasil, a TELEXPO. Depois de 4   anos   eu   fui   convidada   para   ser   diretora de marketing e eventos da maior feira ferroviária do Brasil.

Eu percebia cada vez mais que as mulheres não tinham voz e não conseguiam chegar aos cargos de liderança! Então eu decidi que eu tinha que fazer alguma coisa para mudar este cenário porque o meu lema é “os incomodados que mudem o mundo”.

Resolvi abrir a minha própria empresa, a CKZ Diversidade. O primeiro Fórum que eu idealizei e lancei foi o “Mulheres em Destaque”, para apoiar as empresas a construírem ações e programas para ascensão das mulheres aos cargos de liderança.

  1. Como é formatado o modelo de negócios da CKZ Diversidade e do Fórum Mulheres em Destaque?

Somos uma empresa 100% focada em Diversidade & Inclusão.

Temos duas áreas de negócios: uma Consultoria em Diversidade com treinamentos abertos e Treinamentos in company onde focamos nas necessidades da empresa, além dos nossos próprios Fóruns que são 3:

– 9ª Fórum Mulheres em Destaque – Diversidade na Liderança

– 5º Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão

– 2º Fórum Diversidade no Conselho.

  1. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

Minha maior dificuldade foi no início da CKZ Diversidade quando lancei o Fórum Mulheres em Destaque, ele foi o meu TCC do MBA de Gestão Estratégica e Econômica de Negócios da FGV.

Como ele foi o 1º evento no Brasil a tratar a Equidade de Gênero e Liderança Feminina nas corporações, eu acreditava que as empresas teriam muito interesse neste tema, mas na verdade tive uma dificuldade enorme em realizar as duas primeiras edições e tive que investir quase tudo o que eu tinha guardado durante a minha carreira para realizar este sonho.

Além disto, as empresas não conheciam a CKZ Diversidade e naquela época eu enfatizava a importância da responsabilidade social. A partir da 3ª Edição começaram a surgir pesquisas que comprovavam que ter mais mulheres nas empresas aumentava a performance financeira, e assim as empresas começaram a se interessar pelo tema. Hoje estamos chegando a 9ª edição do Fórum e lancei mais dois Fóruns focados em diversidade, fico muito feliz por ter seguido em frente.

  1. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal X vida corporativa/empreendedora?

Este é um dos maiores dilemas das mulheres que tem filhos. Eu sou mãe da Beatriz, que tem 14 anos, e durante muito tempo eu me sentia culpada; ainda mais pelo fato de ser divorciada e o pai dela morar em outro estado.

Com o tempo aprendi a lidar com a culpa, e também compreendi que o que mais importa é a qualidade do tempo que passo com ela e não a quantidade. Fiquei ainda mais tranquila quando li o estudo de Harvard que diz que filhas(os) de mães que trabalham fora são mais felizes.

Como eu dou muita consultoria fico bastante fora do escritório e viajo com frequência, é muito bom ter o suporte da minha mãe que mora perto da minha casa e me ajuda muito.

  1. Qual o seu maior sonho?

O meu maior sonho é ver um número maior de mulheres nos cargos de liderança das empresas. E quando falo mulheres estou incluindo: brancas, negras, amarelas, cisgênero, transgênero, LGBT+, com deficiência, ou seja, todas as mulheres.

  1. Qual a sua maior conquista?

A minha maior conquista é ter encontrado o meu propósito de vida e conseguir conectar ele com o meu trabalho.

Minha grande paixão é transformar, dar uma nova forma de olhar e tanto os nossos Fóruns quanto os nossos treinamentos sensibilizam e impactam positivamente os participantes, reforçando o respeito pelas pessoas e ampliam a consciência sobre os benefícios da diversidade e como uma cultura inclusiva pode tornar uma equipe mais forte.

  1. Livro, filme e mulher que admira.

Livro: Os pensamentos secretos das mulheres de sucesso, Valerie Young

Filme: Estrelas além do tempo

Mulher que admiro: Luiza Helena Trajano, tenho o prazer de conviver com ela no Grupo Mulheres do Brasil. Ela é uma mulher forte e que lidera utilizando diversas qualidades da polaridade feminina: sensibilidade, empatia, intuição e é extremamente inclusiva e acolhedora.