Nossa Mulher Positiva é Betina Roxo, economista que atua no mercado financeiro. Betina nos conta sobre momentos de sua carreira e como mantém o equilíbrio com a vida pessoal nesse mercado tão dinâmico.

  1. Como começou a sua carreira?

Comecei no HSBC, em Equity Research, área que faz análise de empresas para recomendação de compra e venda e ações. Depois de um ano de estágio, fui para o Bank of America Merrill Lynch, onde fiquei 3 anos, na mesma área como analista. Após a experiência no mercado financeiro, fui para Stone Pagamentos, no planejamento comercial, onde fiquei um ano. No começo de 2018, voltei para o mercado financeiro na área de Equity Research novamente na XP Investimentos.

  1. Como é formatado o modelo de negócios do Equity Research?

O Equity Research é formado por um time de analistas, que se dividem em setores para analisem empresas e poderem recomendar compra e venda das ações, além de se tornarem especialistas desses setores que são responsáveis. Hoje, por exemplo, eu sou responsável pelos setores de mineração, siderurgia, papel e celulose e alimentos e bebidas. Portanto, recomendo compra ou venda das ações da Ambev, Vale, Suzano, JBS, entre outras. Tradicionalmente, essa é uma área que atende prioritariamente os grandes fundos de investimentos, que são os clientes institucionais. Porém, com o maior acesso ao mundo dos investimentos e aumento do interesse no assunto, esse modelo tem se expandido para pessoas físicas também. Inclusive, hoje na XP, meu trabalho é muito direcionado para pessoa física, com o objetivo de ajudar e disponibilizar informação para qualquer pessoa que queira investir.

  1. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

O momento mais difícil da minha carreira foi depois de 4 anos trabalhando em banco, quando tive dúvidas sobre o que eu queria fazer. Fiquei muito tempo tentando entender o que de fato eu gostava e o que eu queria, que me levou a momentos de bastante angustia mas que no fim me engrandeceu em diferentes frentes. Além de ter me dado coragem (depois de muito pensar) para experimentar algo novo ao sair do banco, eu pude me conhecer melhor, entender onde eu gostaria de estar e qual propósito me movia ou me move hoje.

  1. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa/empreendedora?

Tento sempre separar tempo para meus hobbies e minha família. Sempre fui uma pessoa de muitos hobbies e no começo da carreira deixei eles de lado por achar que eu tinha que escolher naquele momento o trabalho. Demorei para perceber que isso não só prejudicava minha motivação, como também não é uma questão de escolha. Acredito que com organização e disciplina, é possível fazer o que queremos para equilibrar o dia. Muita gente me pergunta como eu consigo fazer várias coisas além do trabalho. Me ajuda bastante pensar que cada uma dessas coisas, seja aula de costura, de piano, yoga ou academia duram em média 1h e geram valor para muitas outras, e para o trabalho também. Por isso, é muito mais positivo do que negativo e vale ficar ansiosa algumas vezes para tentar concluí-los.

  1. Qual seu maior sonho?

Meu sonho é ver as pessoas cada vez mais à vontade para falar de investimentos e poder equilibrar cada vez mais o meu trabalho, que eu gosto tanto, com minha vida pessoal cheia de hobbies, rs.

  1. Qual sua maior conquista?

Minha maior conquista é poder fazer hoje um trabalho que sempre gostei, no mercado financeiro, junto a um propósito muito forte que é desmistificar esse mundo para todos.

  1. Livro, filme e mulher que admira.

Livro: cada hora um, no momento biografia da Michelle Obama

Filme: Greenbook, um filme profundo que traz muitas lições de maneira leve e divertida

Mulher: são muitas mas não posso deixar de citar minha mãe, meu maior exemplo