auto estima

Dia desses li um artigo no NY Times explicando – ou justificando – por que raios as mulheres se comparam tanto. A autora remetia para os tempos das cavernas, onde as mulheres também tinham que “batalhar” para conseguir um bom macho, vamos dizer assim, que cuidasse dela e da prole. Mas alguns milhares de anos se passaram e a gente ainda está aqui, “medindo” as mulheres que cruzam nosso caminho na rua, no cinema, na faculdade, na vida. Duvida? Vai dar um passeio no shopping e me conta quantas vezes você flagrou uma outra mulher olhando sua bolsa, seu sapato, suas pernas. E, não vale mentir, conte também quantas vezes você fez isso. Não, não é nenhum crime olhar, admirar e até desejar aquela bolsa linda que a amiga está usando. Não é crime admirar as pernas malhadas da moça na nossa frente, na escada rolante. Acredito muito naquela história de que o bonito é pra se mostrar – e pra se admirar. Mas o crime é o que vem em seguida. Geralmente, essas olhadas incluem uma comparação. Ela tem, eu não tenho. E, se não tenho, por que não tenho? Por que não nasci com aquela cinturinha? Por que não sei me vestir daquele jeito? Por que não consigo ter aquele cabelo?

Aí chega o final de semana e a gente vai espairecer um pouco, pega uma revista bobinha para não pensar em nada. E lá está a Juliana Paes na capa com tudo o que a gente gostaria de ter. Ou ser. Gente, vamos parar? Comparar mata. Mata a autoestima, mata a alegria de ser quem a gente é, mata a individualidade. Andar com tudo igual por aí eu deixo pras turminhas de adolescentes (nem todas, claro, mas nessa fase tudo bem querer se encontrar numa turma). Depois dos 21, recomendo fortemente que você olhe muito mais pra dentro de você do que para fora. Quando a gente dedica tempo a se conhecer, a gente vê o valor que a nossa diferença faz no mundo. Meu narigão, que eu detestava e tentei esconder (sabe-se lá como), durante a adolescência inteira, hoje é o que eu mais gosto no meu rosto. É o que eu tenho de diferente e que nenhuma plástica poderia fazer por mim. Minha marca. Descobrir o valor de nossa marca é viver com estilo. Ser bonita com 1,70m e 50 kg é óbvio hoje em dia. Então, vamos sair da obviedade e sermos bonitas com o que a gente é, com o que a gente tem, sem nos compararmos com a moça ao lado, que talvez seja modelo, que talvez seja atriz, que talvez tenha o dia inteiro para gastar na academia, que talvez tenha todo o orçamento do mundo para comprar as it bags, que talvez tenha o marido perfeito e a família ideal. E que a gente nunca vai ser igual. Graças a Deus.

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Beijinho e até!