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Quantas vezes por dia a gente vê por aí meninas se equilibrando em saltos imensos, saias justíssimas, tops apertados. Eu mesma já usei saltos que hoje, do alto da minha experiência (rs) de andarilha, penso “como pude?”. A gente pode ter mil motivos pra usar essas coisas e tudo bem né? Parecer (MUITO) mais alta, ficar sexy ou mais adulta e por aí vai. Mas deixa eu contar uma coisa? O dia em que eu descobri que nada podia ser mais importante que o conforto quando se trata de roupas, acessórios e sapatos, minha vida mudou. Nunca mais usei salto? Claro que usei e aindo uso. Mas diminuíram bastante e ficaram restritos a ocasiões especiais, tipo casamento e formatura. E fui incluindo no meu closet sapatos baixinhos, molinhos confortáveis e tão lindos quanto os saltos incríveis que eu tinha (e ainda tenho). E fiquei muito mais de olho em tecidos que se ajustam ao meu corpo, em modelagens mais soltas, roupas super macias e que não me apertam. Posso até engordar um pouquinho no final de semana e as calças continuam cabendo, ó que legal. UFA!

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Delícia, né? Parece que não sou só eu. A moda normcore deve ter vindo desse desejo de sentir-se mais confortável. Mas acho que ter conforto não significa, necessariamente, calçar um Birkenstock e sair por aí. O estilo normcore às vezes tem que ser tão bem pensado que dá mais trabalho do que qualquer outro. Acho que o conforto pode entrar em qualquer guarda-roupa, não importa que tipo de mulher você é. E vou falar que isso muda a vida, muda o humor, muda tudo. O que a gente ganha, afinal, depois de um dia inteiro de salto alto, além de dor na lombar e calos nos pés? E pra quem procura atrair os olhares a mais nas ruas, acho que mulher confortável é mais bem-humorada, mais feliz, mais sexy.

Esse artigo saiu faz pouco no NY Times dizendo que está crescendo a procura por lingerie de avó. Sabe aquelas calçolas de algodão enormes? Então… Em vez do fio dental da Victoria’s Secret, parece que as meninas estão querendo usar peças mais aquelas calcinhas que nossas antepassadas vestiam. Sério! O conforto falou mais alto. E, segundo as compradoras, a lingerie “da vó” tem ainda um apelo feminista. Bem, no meu caso é hedonismo mesmo. Mas achei bacana alguns argumentos da matéria, que listo aqui.

– “A maior parte das lingeries são feitas para agradar os homens. A gente nem considera isso. Essas lingeries são totalmente para você”, diz Julia Bailys, da marca de calcinhas da vovó Me and You.

– “O que é sexy pra gente é estar absolutamente confortável e natural”, diz Mayan Toledano, sócia da Me and You. Assino embaixo!

– “Eu acho que há um engano na ideia de que os homens adoram tanguinhas de pérolas e rendas. Homens gostam de garotas de camisetas e lingerie branca”, diz Daphne Javitch, fundadora de outra  marca de underwear confortável, a Ten Undies. E aí? Acho que cada panela tem sua tampa.

Legal saber que um monte de meninas estão mudando essa necessidade de nos vestirmos pra agradar (apenas) os outros, sem pensar em nosso próprio bem-estar. Se eu me visto pra agradar? Mas claro. Pra me agradar, pra contribuir pra um mundo mais colorido, pra prestigiar meu marido ou meus amigos. Mas, pelo menos no dia a dia, conforto tem muito peso nas escolhas de vestir. E garanto que dá pra continuar super feminina (e até feminista, vide as meninas das calçolas) sem me submeter à ditadura dos apertos, saltos e saias mega justas. E pra provar tudo isso procurei esses  looks que eu acho lindos, femininos e muito confortáveis pra você se inspirar.

Mais dicas de estilo no meu Instagram @fabianacorrea_estilo (os looks são do site Netaporter)

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