Seja para fazer um projeto ou uma consultoria, sempre me deparo com as mesmas dúvidas entre os clientes que atendo. A maior parte delas surge de ideias pré-concebidas e acabam engessando a criatividade e o livre arbítrio para tomar decisões e seguir em frente com mudanças 

(ANELISA LOPES ESCREVE ÀS TERÇAS. CONHEÇA SEU PERFIL NO INSTAGRAM: @anelisalopes)

“Não tenho plantas porque não sei cuidar” (foto: Decorfácil / Pinterest)

O trabalho que realizo é individualizado e tem como objetivo atender às demandas específicas do morador. Portanto, cada caso segue um conceito que pode ou não servir em outro. Por isso, não pense que a mesma solução serve para todos. Para seguir com a cabeça fora da caixa, listei abaixo os sete principais caminhos equivocados que faz o cliente empacar Você está se orientando por algum deles?

  1. Meu orçamento é baixo, então, não conseguirei fazer nada 

Deixar de tomar o cafezinho diário na padaria ou de jantar uma vez no mês num restaurante badalado já dá para comprar uma lata de tinta. Brincadeiras à parte, é possível transformar, mesmo com pouco. Para isso, organize as despesas mensais durante um período e poupe para ao menos iniciar o processo de transformação.

“Sofá retrátil é o melhor modelo”(foto: Estilo próprio by Sir / Pinterest)

  1. O melhor modelo de sofá é o retrátil

Nove entre cada dez clientes pedem para eu especificar um sofá retrátil para poderem assistir à televisão de maneira mais confortável. O que explico é que nem sempre a área é favorável para este modelo de sofá, uma vez que ele costuma ter uma profundidade maior que os demais. Se você possui televisão no quarto, precisa realmente de um sofá retrátil que ocupará 70% do espaço da sala?

  1. Paredes coloridas deixam o ambiente pesado 

Colorir as paredes têm deixado de ser um tabu entre as pessoas, mas ainda há quem resista a este tipo de mudança, principalmente, com aqueles se consideram “básicos”. Além de ser a maneira mais rápida e econômica de transformar um cômodo, permite uma imensa oferta de opções e mudanças em períodos de tempo mais curtos. 

  1. Acessórios ficam para depois 

A etapa de produção de um projeto é tão importante quanto as demais, pois ela quem dar\a o toque final e concretizará o propósito da mudança. Se você deseja uma casa mais acolhedora, por exemplo, almofadas, tapetes e mantas vão compor esse cenário. Um espaço mais intimista pode pedir cortinas, abajures e mesinhas laterais, por outro lado. Sempre deixe uma reserva financeira para esta produção final. 

  1. Organização não tem nada a ver com decoração

Dificilmente você conhecerá um arquiteto ou designer de interiores desorganizado. Elaborar e supervisionar um projeto requer seguir uma série de etapas na sua devida ordem para que o resultado final seja o mais próximo possível da expectativa do cliente. Por isso, organizar e manter o espaço setorizado é importante para não gerar acúmulo e demanda desnecessária por armazenamento. 

“Meu orçamento é baixo, então, não conseguirei fazer nada” (foto: Thony / Pinterest)

  1. Quero algo definitivo para nunca mais ter de trocar

Cada etapa da nossa vida nos leva a uma forma como enxergamos o mundo e nos relacionamos conosco e com os outros. A mudança da decoração é um rpraticaeflexo desse processo e, obviamente, tem ciclos mais longos que a troca de roupas no armário, por exemplo. Portanto, dar uma repaginada em um móvel, mudar a cor do rejunte dos azulejos ou os acessórios da prateleira também são uma forma de traduzir esse movimento interior. 

  1. Não tenho plantas porque não sei cuidar 

Essa é uma queixa comum entre os clientes para os quais especifico plantas no projetos – ou seja, todos. Há uma série de espécies que dão pouco trabalho e também existe a hipótese de recorrer às desidratadas ou permanentes. Assim como acontece com a cores, elas provocam uma sensação de vivacidade e de alegria nos ambientes sem gastar muito.