“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo o homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro no curso sinuoso dos nossos rios, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”. 

(Anelisa Lopes escreve sempre às terças sempre às terças. Acompanhe alguns de seus projetos e referências no Instagram: @a81_design)

Ortogonal: sugere organização (foto: arquivo pessoal)

A definição de Oscar Niemeyer fala sobre o conceito do projeto ou a  personalidade de quem o cria. Quando você procura móveis para a sua casa, já prestou atenção se suas preferências são para objetos orgânicos ou ortogonais? 

No primeiro caso, são aqueles que possuem linhas curvas ou circunferências, numa proposta que remete aos elementos da natureza e do corpo. Os elementos curvos tendem a transmitir mais afetividade e acolhimento. Para quebrar a frieza do espaço, alguns hospitais ou clínicas recorrem ao orgânico para passar a ideia de um local mais acolhedor. 

Já o ortogonal diz respeito aos ângulos retos e à simetria. Indicam controle sobre o espaço, mas também podem sugerir continuidade por meio das linhas. O conceito ortogonal normalmente remete à organização e à limpeza. 

Orgânico: transmite acolhimento (foto: arquivo pessoal)

Além do gosto pessoal, vale decifrar qual o conceito que seu projeto terá. Um quarto de bebê, por exemplo, mostrará mais aconchego com linhas curvas. Já uma cozinha terá uma definição mais contemporânea se ousar nas linhas ortogonais. Fazer um mix dos dois também é uma ótima pedida.