“Quanto vai custar para fazer este projeto?”. A pergunta sempre feita ao designer no fim da primeira visita à casa do cliente normalmente continua com uma resposta padrão: “quanto você quer  investir financeira e emocionalmente para mudar não só a sua casa, mas o seu dia a dia?”. A partir daí, a conversa entre profissional e cliente ganha novas dimensões.

(Anelisa Lopes escreve sempre às terças. Acompanhe alguns de seus projetos e referências no Instagram: @a81_design)

Design de interiores não significa pagar por projetos caríssimos, mas, sim, investir na qualidade de vida (foto: arquivo pessoal)

Atualmente, para morar bem não significa necessariamente ter de pagar por projetos caríssimos que, para grande parte da população, dificilmente sairiam do papel. Design de interiores é, e não pode deixar de ser, uma forma de inclusão. Portanto, para que o propósito do trabalho do designer seja efetivo, é preciso avaliar a real necessidade do cliente e traçar uma equação financeira para que a proposta se torne viável e agrade os dois lados no fim da empreitada.

Para isso, o designer precisa entrar na vida e no dia a dia do cliente sem pedir licença. Abre gavetas, fuça em armários, analisa porta-retratos, esmiúça a rotina para criar uma história novinha em folha, mas cheia de memórias para que, dessa forma, ela se torne única.

Decorar, reformar ou reciclar móveis são palavras de ordem na vida deste profissional que tem como missão fazer da funcionalidade, ergonomia e conforto os pilares para morar bem, direcionando o investimento do cliente da maneira que seja mais bem aproveitada. 

A sensação de dever cumprido se dá quando a identificação com o novo lar se resume a um sorriso de agradecimento e contemplação. Pagar por um projeto é mais que gastar com plantas, desenhos e soluções. É fazer com que a volta para casa depois de um cansativo dia seja sempre um convite para sentar, relaxar e curtir o lar.