Forro de gesso ou sanca são as soluções mais recorrentes para personalizar o teto de um ambiente. A diferença entre um e outro se dá pelo fato de o primeiro cobrir toda a extensão da parte de cima, enquanto o segundo pode deixar uma parte do teto à mostra. 

(Anelisa Lopes escreve sempre às terças. Acompanhe alguns de seus projetos e referências no Instagram: @anelisalopes)

Sanca ou forro de gesso? Em quais situações optar por um ou outro? (imagem: arquivo pessoal)

E quando vale a pena – ou não – optar por um ou outro? O primeiro passo é medir o pé direito do local, ou seja, do chão ao teto. Em seguida, determinar se haverá alguma intervenção nos pontos de luz, colocação de cortina, equipamentos de áudio ou ar-condicionado. 

O forro de gesso permite um maior número de possibilidades para instalação de equipamentos na parte superior da área, além de aceitar uma infinidade de efeitos de luz com um projeto de luminotécnica. Toda a fiação corre por dentro do espaço que existirá acima das placas, que pode ficar entre 10 cm e 30 cm abaixo da laje. Isso significa que se o pé direito for baixo – menos de 2,5 m – pode ser que o cômodo pareça ainda menor, causando uma sensação de “aperto”. Neste caso, a sanca, que não cobre totalmente o teto, pode ser uma boa opção.

A sanca foi muito utilizada nos anos 1990 e abusava do uso de lâmpadas direcionais. Atualmente, um uso que preveja mais função que forma, diferentemente de como era usada décadas atrás, dá um ar de contemporaneidade ao ambiente. Escritórios e salas de TV, por exemplo, que precisam de iluminação focada e em diferentes temperaturas, casam bem com a ideia. 

Vale lembrar que a cobertura do teto deve estar no início do projeto da reforma. A instalação das placas são feitas em um curto período de tempo, porém, precisam receber uma camada de massa, serem lixadas e, posteriormente, pintadas, processo que provoca bastante pó. Depois de pronto, é importante passar um pano úmido para retirar o excesso de sujeira.