Era uma vez uma área de serviço que se integrou à cozinha, uma cozinha que se integrou à sala, uma sala que se integrou à varanda, uma varanda que se integrou ao quarto, um quarto que se integrou ao banheiro… Nas últimas décadas, a integração de cômodos tem sido um elemento-chave para ganhar espaço por meio da eliminação de paredes. 

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Integrar ambientes exige planejamento (foto: Casa de Valentina / Pinterest)

Em vez de barreiras físicas, essa divisão pode ser marcada com móveis, pintura, pisos e tapetes, por exemplo. Mas como unir sem que a decoração vire uma mistura de estilos sem pé nem cabeça nem que a funcionalidade da casa seja comprometida? 

Antes de sair quebrando paredes, é preciso planejar o espaço como um todo. Se os moradores não toleram o cheiro de comida pela casa, por exemplo, unir a cozinha à sala pode ser um problema. Caso gostem de privacidade na hora do banho, banheiro anexado ao quarto também será um incômodo. Se a ideia é juntar varanda e sala, lembre-se de averiguar a planta do prédio para nivelar os pisos. 

Alguns elementos são fundamentais para garantir a funcionalidade do dia a dia a partir da integração. A bancada de cozinha americana, por exemplo, não surgiu à toa: é ideal para refeições rápidas para duas ou três pessoas no máximo. Se a sua família costuma comer com mesa posta e tudo mais, a bancada pode acabar virando um depósito. Sofás de dupla face e estantes são curingas para que um ambiente converse com outro e, ao mesmo tempo, também demarcam território. 

Se você tem dúvidas na hora de definir cores, pisos e revestimentos, que tal escolher apenas uma opção neutra e apostar em elementos de decoração com cores e personalidade? Assim, a sensação de continuidade estará garantida e você terá menos chances de cometer erros.