Há algumas diretrizes de ergonomia, iluminação e circulação no design de interiores que facilitam e tornam a vida entre quatro paredes mais prazerosa para os pequenos. Aproveitando o dia das crianças, então, meu post de hoje será sobre quarto durante o período infantil. 

(ANELISA LOPES ESCREVE ÀS TERÇAS. PERFIL NO INSTAGRAM: @anelisalopes)

Normalmente, os pais me procuram para idealizar o quarto do bebê e depois do pré-adolescente. O período que compreende estas duas fases acaba sendo uma adaptação da primeira com ajustes para a segunda. E, no fim, não fica uma coisa nem outra. É preciso também deixar claro: o método montessoriano não é um estilo de decoração. É uma filosofia de vida! Se você não se adequa a ele, não vai se adaptar ao quarto do seu filho(a) só porque acha “bonitinho”. 

Método Montessori não é um estilo de decoração; é uma filosofia de vida! (foto: Criando com Apego/Pinterest)

Mais importante que definir o conceito que vai guiar cores e materiais é identificar a fase em que se encontra a criança e quais as necessidades específicas do período: primeira, segunda ou terceira infância. Vou considerar nesta divisão: do nascimento aos três, dos três aos seis e dos seis anos ao início da puberdade.

Autonomia, ergonomia e segurança são as diretrizes para criar um espaço infantil (Foto: Beni Amadi Interiors/Pinterest)

É preciso sempre ter em mente que, em qualquer idade, a criação de um espaço infantil deve ter autonomia e segurança, além de criar um vínculo de pertencimento e, assim, sua memória afetiva, por isso, ouvir o desejo dos pequenos para a proposta é fundamental. A escolha da cor pode datar um projeto, por isso, se não quiser redecorar o quarto todo quando o bebê sair das fraldas, analise com cuidado papéis de parede com ilustrações, cores estereotipadas de gênero ou tons pastéis. 

Com frequência, encontro crianças de cinco anos que fazem lição de casa sentadas em mesinhas de bebê ou na cadeira da mesa de jantar. O indicado é que a criança passe a usar mobília adulta a partir dos 09 anos, dependendo da sua altura, claro. Por isso, a versatilidade dos móveis é importante: berços que viram camas ou escrivaninhas que podem ter a altura adaptada são um coringa para projetos a longo prazo. 

Proposta a longo prazo evita mudanças bruscas após passagens de fase (foto: AD Magazine Rússia/Pinterest)

Cortinas, carpetes ou tapetes e bichos de pelúcia criam uma atmosfera acolhedora, mas podem ser uma armadilha para bebês ou crianças alérgicas – aqui vos fala uma pessoa que se livrou da rinite após a retirada do carpete só aos 12 anos! Prefira os tecidos que podem ser lavados com frequência.

Sempre considere o espaço de circulação para brincadeiras, a iluminação e a ventilação natural. Vejo muitos pais que se preocupam com a autonomia dos filhos para pegar e guardar brinquedos em caixas, mas eles não pensam nisso na hora de determinar a parte interna do guarda-roupa: ele vai alcançar a blusa que está pendurada quando começar a se vestir? Ou a escova de dentes que está no canto da pia? E, por fim, não de esqueça: espelho é um acessório importante para construir a identidade do pequeno.