Você já mensurou de que forma os interiores nos quais permanece a maior parte do dia – escritório, casa, carro… – influenciam na sua qualidade e estilo de vida? Grande parte da população passa ao menos oito horas por dia no ambiente de trabalho e, definitivamente, seu comportamento é afetado positiva ou negativamente pelo espaço que o circunda. 

(Anelisa Lopes escreve sempre às terças. Acompanhe alguns de seus projetos e referências no Instagram: @a81_design)

Como é o espaço em que você passa a maior parte do dia? (foto: Pixabay)

Durante um período, trabalhei em um jornal em que a batalha diária era encontrar uma cadeira para sentar que não estivesse quebrada ou torta. Todos os dias, a não ser que você tatuasse seu nome no móvel, ela ia parar em outra mesa. Fechamentos a toque de caixa, prazos apertados, gritaria e gente correndo para lá e para cá fizeram parte da minha rotina por um bom tempo. Hoje em dia, me sento em qualquer lugar para escrever e, de preferência, em um canto com algum “burburinho” que faz faz relembrar aquele ambiente que, apesar de pouco ideal, ao qual acabei me acostumando. 

Como os ambientes influenciam no comportamento? (foto: Pixabay)

Apesar da condição pouco favorável, aquele local de trabalho não me afetou tanto quanto outro, formado por baias de separação que te obrigavam a levantar toda vez que precisava se comunicar com alguém. Somado a isso, a má circulação do espaço, que provocava a falta de socialização, fazia com que você quisesse fugir do trabalho a cada meia hora. 

Falta de paisagismo e de ventilação, escassez de luz natural ou iluminação inadequada também são situações que afetam diretamente o comportamento. O ser humano acaba se adaptando a uma condição pouco ideal que pode ter resultados no corpo e na mente a longo prazo. Cores, materiais, texturas e cheiros também permanecem na memória como uma boa ou má lembrança.  

Cada vez mais, os designers de interiores possuem como missão tornar o ambiente agradável, funcional e ergonômico. O reflexo do design é projetado em nós mesmos. Espaços estimulantes, mas com áreas relaxantes, bem iluminados, vivos e bem resolvidos são primordiais para melhorar a qualidade de vida de todos.