Com a retomada da rotina, ainda um pouco distante da normalidade, no entanto, passei a perceber como a circulação e funcionalidade de áreas sociais e espaços públicos são pouco pensados para receber as pessoas. Posso citar, como exemplo, a experiência que tive ao ir ao cartório nos últimos dias: ninguém sabia onde a fila começava, em qual ponto era feito o pagamento, em que cadeira era permitido se sentar – o local, cheio de restrições mal sinalizadas, oferecia, por outro lado, um bebedouro para os clientes.

(ANELISA LOPES ESCREVE SEMPRE ÀS TERÇAS. ACOMPANHE SEU PERFIL NO INSTAGRAM: @anelisalopes)

 

Distanciamento social precisa de planejamento (Imagem: Pinterest)

Acredito que antes da pandemia, o corre-corre do dia a dia não me permitia enxergar com tanta clareza, como no atual momento, como alguns locais são mal-projetados, ou pior, têm ausência de qualquer planejamento. 

Manter distância adequada e conter a quantidade de indivíduos em uma área fechada tem sido a principal missão dos estabelecimentos, que têm se adequado para voltar a funcionar a toque de caixa, mas, na maior parte dos lugares, tudo tem sido feito de maneira improvisada. E não adianta falar que foi por falta de tempo…

Filas que se formam na direção contrária, assentos prioritários “esquecidos” com a distância mínima entre pessoas, barreiras de acrílico que impedem o entendimento auditivo pelos mais velhos, dispenser de álcool gel em  posição que impossibilita o uso por parte de pessoas mais baixas ou crianças… Aquilo que, em alguns casos, já não funcionava bem, passou a ser pior. 

Um projeto que preveja circulação e funcionalidade tornará muito mais fácil a convivência entre funcionários e clientes, independentemente de distanciamento social ou não. Faça uma avaliação como cliente no seu espaço e verifique se seu estabelecimento está adequado para receber as pessoas durante e após a pandemia.