Muitas pessoas ainda têm a impressão de que contratar um designer de interiores ou arquiteto para fazer um projeto, seja ele de reforma ou decoração, tem valor elevado e, muitas vezes, se torna um gasto desnecessário no total investido, já que o proprietário pode realizar a atividade por conta. Exclusividade de uma parcela da população décadas atrás, a relação de trabalho entre profissionais do tipo e proprietários têm mudado. Atualmente, há muita flexibilidade para que haja uma adequação entre o serviço realizado e o gasto pretendido.

(Anelisa Lopes escreve sempre às terças. Acompanhe alguns de seus projetos e referências no Instagram: @a81_design)

Investimento em um bom profissional pode gerar economia na obra (foto: arquivo pessoal)

Se o profissional não tiver um critério de cobrança, ela pode ser acordada uma forma que satisfaça ambas as partes e varia conforme o especialista: pode ser por hora trabalhada, metragem, porcentagem do investimento total na obra, entre outros. Também é possível assumir o projeto em etapas, como por exemplo, pagar somente pela planta baixa, pelo acompanhamento da obra, pela compra de materiais, pela contratação de mão de obra, por um projeto de acústica e/ou iluminação ou desenho/escolha de mobiliário/objetos de decoração. Os profissionais também podem atuar como consultores, por meio da sugestão propostas que se adequem melhor ao ambiente, levando-se em conta as noções de funcionalidade, ergonomia e conforto.

O ideal, no entanto, é fazer todo o processo. Especificando um projeto de reforma, por exemplo, que é o tipo mais trabalhoso e demorado, há etapas a cumprir. O primeiro passo é fazer uma análise informal do local – metragem aproximada, identificação de plantas originais, localização de colunas e vigas aparentes, pontos de hidráulica e elétrica visíveis e, se for o caso, conhecer as regras e normas do edifício. A partir de então, tem início uma troca de ideias para viabilizar o conceito, no qual são colocados no papel os desejos dos donos e as sugestões do profissional. Depois disso, faz-se necessária uma visita técnica com empreiteiro para verificar as condições do local e se há outros reparos necessários.

Profissional para reforma ou decoração não é mais exclusividade de quem tem dinheiro (foto: arquivo pessoal)

A próxima etapa é uma das mais importantes. É no anteprojeto em que se define a proposta real das modificações a serem realizadas e uma estimativa de gasto total. É feito também o laudo técnico de responsabilidade da obra (arquiteto ou engenheiro). Se o plano estiver acordado por ambas as partes, o projeto executivo é colocado em prática, com todos os detalhes que dizem respeito à reforma – aqui entram material escolhido, tipos de tecidos, cores, entre outros. Um retrato do que será o trabalho final entregue pode ser verificado em imagens 3D.

Para este post, vale a máxima: o barato pode sair caro. Falta de supervisão da mão-de-obra, compra e uso excessivo de material, atraso na entrega ou fornecedor de má qualidade são custos que podem ser minimizados com a escolha de um designer de interiores ou arquiteto. Contratar um profissional não é mais privilégio das classes mais abastadas. É uma necessidade para quem deseja atualizar sua propriedade, seja ela residencial ou comercial. E, mais importante, diminui as chances de que o sonho da sua vida não se torne um pesadelo.