Muito do que se vê em projetos de decoração hoje em dia faz parte de convenções estabelecidas pela produção em série. Não há certo ou errado, bonito ou feio, mas, de alguma forma, este processo limita a criatividade da proposta e, em vez de torná-la individualizada, acaba passando uma sensação de “já vi isso em algum lugar”. 

(Anelisa Lopes escreve sempre às terças sempre às terças. Acompanhe alguns de seus projetos e referências no Instagram: @a81_design)

Que tal mesinhas laterais e banquetas em vez do tradicional criado-mudo? (foto: arquivo pessoal)

Um dos principais desafios do designer de interiores ou do arquiteto é justamente fugir do lugar comum, mas sem tirar a função de algum elemento. E, para isso, é preciso imaginar, avaliar, testar e analisar se esta missão foi cumprida. 

Ultimamente, tenho fugido de algumas convenções. Em projetos de marcenaria, por exemplo, evito os puxadores, pois acredito que eles interrompem a linguagem do móvel. A não ser que, como dito anteriormente, seja necessário seu uso. 

Itens como porta-retratos, vasinhos e lembranças de viagens não precisam ser espalhados pela casa toda em cima do mobiliário apara dar aquele ar de “enfeitado”. Eleja um local ou uma cristaleira/estante, por exemplo, para agrupar todos, diminuindo a poluição visual do espaço. 

O criado-mudo também é outra aquisição que pode ser dispensada. Substitua-o por uma mesinha lateral, banqueta ou até mesmo uma prateleira para acomodar os objetos que precisam estar à mão ao se deitar ou se levantar. 

Observar e analisar as convenções de forma a quebra-las é um exercício que deve ser feito constantemente e com muita criatividade, porém, bom senso. Dessa forma, com certeza seu projeto ganhará destaque e individualidade.