Um dos principais princípios que rege um bom projeto é baseado na forma que segue a função, definição defendida desde o século XX pelo arquiteto modernista norte-americano Louis Sullivan. O conceito soa um tanto quanto simplista, mas, por outro lado, seguir o caminho oposto é mais fácil do que parece. Abaixo, listo três situações comumente cometidas e que podem estragar o resultado final da decoração.
(Anelisa Lopes escreve sempre às terças. Acompanhe alguns de seus projetos e referências no Instagram: @anelisalopes)

Muito móvel para pouco espaço: um erro comumente cometido (imagem: arquivo pessoal)

  1. Subestimar ou superestimar o espaço
Sofá grande, mesa pequena, armário que teve de ser dividido para entrar no quarto… Parece muito óbvio equilibrar a equação tamanho do mobiliário x área onde ficará acomodado, mas esse é um erro bem comum que encontro nas casas.
Se a sala é pequena e a distância até a televisão também, de que adianta comprar um sofá enorme daqueles retráteis justificando conforto? No caso, use o quarto e a cama para poder se esparramar sem comprometer o ambiente. O mesmo vale para a situação contrária: espaços grandes contra móveis pequenos.

2. Não considerar os hábitos na concepção do projeto

Antes de sair decorando a casa, entenda sua personalidade e faça um levantamento dos seus hábitos. A partir daí, confronte tudo o que gosta com sua rotina e estabeleça relações harmônicas entre eles.

Por exemplo: se for fã de estofamento claro e peças laqueadas, mas possui um bicho de estimação que vive solto pela casa, vai ter dor de cabeça na certa. Ou ainda, adora plantas, mas viaja muito a trabalho e não pode dedicar tempo a elas. Faz home office e não pensou em um espaço para oficializar o ambiente antes de contratar a marcenaria. São situações que podem ser pensadas a partir da análise do seu dia a dia e facilmente contornadas.

3. Abandonar o projeto no meio do caminho

Falta de tempo ou dinheiro são os principais motivadores para largar um projeto de decoração, mas, com um bom planejamento e acompanhamento, a missão pode ser cumprida com êxito, acredite. E isso inclui não sair do trajeto inicial, a não ser que haja alguma demanda urgente, como reparos estruturais.
Quando você deixa um projeto pela metade, não só compromete o resultado final como invalida todo o processo realizado até o momento. Dedique-se a terminá-lo e evitará aquela eterna sensação de incompleto.