Quando fiz a reforma da minha casa, pedi à empresa de planejados para aproveitar cada centímetro do espaço disponível para o closet. Na época, eu não tinha conhecimento algum sobre design de interiores e, sem quaisquer briefing ou demanda específica, deixei que executassem a marcenaria da forma como achavam ser melhor. 

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Divisões devem seguir hábitos e padrões dos moradores (foto: Tua Casa/Pinterest)

De fato, ocuparam todos os cantinhos do cômodo de aproximadamente 3 metros quadrados, mas, mesmo assim, não tenho uma relação de amizade com meu guarda-roupa até hoje: os itens não ficam bem acomodados, as peças amassam e, ao menos uma vez a cada dois meses, preciso refazer a organização porque as pilhas de camisetas começam a cair. Dois itens dos quais sinto muita falta: espelho de corpo inteiro e iluminação indireta nas prateleiras para achar o que preciso. 

Projetar o closet ideal não se baseia apenas em utilizar todos os cantinhos livres, mas, principalmente, entender os hábitos e analisar o tamanho e quantidade de peças dos clientes. Vou tomar como exemplo o meu caso. Tenho 1,65 m de altura, mas meu marido chegou a 1,93 m. Uso roupas de ginástica diariamente, enquanto ele veste camisa pólo todos os dias. Meus sapatos são número 35 e, a maior parte, de salto alto; os dele são 43. Assim, um projeto padrão pode servir a uma pessoa e ser o pesadelo de outra. 

Sapateiras também devem seguir altura dos sapatos (foto: Viva Decora/Pinterest)

A partir daí, ja é possível fazer um rascunho do número e medidas dos nichos, tanto na largura como na altura e profundidade. No último caso, a prateleira para as malas, por exemplo, não precisa ter a mesma medida de fundo da prancha que acomodará as bolsas. Para a sapateira (cujo local ideal é na área de serviço), considere três alturas: sapatos baixos e tênis, salto alto e botas de cano longo. 

Outro ponto de atenção são as gavetas. Analise o que precisa guardar nelas, assim, é possível já fazer um esquema de divisórias. Saiba que o kit deslizante que vai nas laterais suporta até um determinado peso – se usar acima da tolerância prescrita pelo fabricante, ela vai começar a emperrar. 

Dê preferência ao mesmo modelo de cabide para todas as roupas e a caixas organizadoras transparentes para ver o que há dentro sem precisas abrir a tampa. No caso de crianças e idosos, optar por armários menos profundos e dar prioridade a gavetões na parte baixa facilita a rotina e o acesso. Um banquinho para pegar os itens que ficam no alto também é bem-vindo.