Crianças pulando, primos montando cabana, televisão ligada parte do tempo, confraternizações para a família… Depois de tantos meses dentro de casa, os sofás e poltronas da minha casa, que estão com uns dez anos de uso, pediram arrego. Mas ainda não considero que seja o momento de trocar o móvel, então, parti para a troca de cor e de tecido, já que a estrutura ainda está boa. 

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Mesmo sendo designer de interiores, a dúvida para escolher o tecido ideal é enorme, já que há muitas variações de tramas e estampas. Resolvi, então, começar pela tinta da parede – sim, considerei que a conversa fluirá melhor com o “fundo” que vai emoldurar o móvel. 

Depois disso, considerei dois tipos de tecido pela sua durabilidade e facilidade na limpeza: sarja e jacquard. É sempre bom consultar o profissional para não levar algo que se desgaste ou seja muito frágil para o dia a dia, como seda ou linho puro. 

A cor eleita foi cinza, com suas milhares de variações. Comecei pelas poltronas: mudei a cor da estrutura, que passou de branco para um cinza suave fosco. Com a ajuda de um pincel, consegui revitalizar a estrutura do móvel em apenas um dia. Como a parte de trás das poltronas também fica em evidência, decidi usar dois tipos de tecido para brincar com as tonalidades de cinza. O mesmo que vai nas costas segue nas almofadas menores. Estampado na parte da frente e liso atrás. 

O tipo de acabamento – no caso, capitonê – influencia diretamente na quantidade de tecido a comprar. Se houver algum padrão no desenho, também é aconselhável levar uma porcentagem a mais. Não acabe com a tinta que usou para revitalizar o móvel, pois, é bem provável que você precise dar uns retoques quando ele voltar do estofador!

Troca de tecido e de cor da estrutura para dar nota cara à poltrona (imagem: arquivo pessoal)

Cor cinza suave com acabamento fosco para conversar com a parede (foto: arquivo pessoal)