Alguns processos que fazem parte de uma obra, quando seguidos, podem resultar em economia de tempo e de investimento financeiro. Planejamento  não entra nesta lista porque considero um fato primordial, ainda mais em tempos de pandemia, em que a entrega de material e a agenda de prestadores de serviço andam bem complicadas. Vou listar cinco itens desconhecidos ou deixados de lado durante uma reforma que acabam interferindo no investimento total. 

(ANELISA LOPES ESCREVE ÀS TERÇAS. PERFIL NO INSTAGRAM: @anelisalopes)

  1. Impermeabilização 

A maior parte das pessoas só se lembra que existe impermeabilização quando se depara com uma infiltração. A partir daí, é dor de cabeça na certa: retirar o revestimento, quebrar a parede, descobrir o vazamento e fazer toda a cobertura novamente.

A prevenção deste tipo de situação custa cerca de 0,2% do gasto total da obra, enquanto o reparo posterior pode chegar a 25% do valor total investido previamente. Fundações, fachadas, áreas molhadas e/ou abertas, piscinas e reservatórios de água devem receber a proteção, cada um com sua especificidade. Muitas vezes, apartamentos na planta também não passaram pela impermeabilização. Vale a pena consultar com a construtora. 

  1. Paginação do piso ou parede

A escolha do modelo de revestimento para parede e piso e sua paginação (tipo de desenho) influenciam diretamente na quantidade de peças para comprar e no número de placas que serão descartadas. 

Paginações como escama de peixe ou modelos hexagonais geram mais porcentagem de perda, ou seja, é preciso comprar mais peças em razão do corte. Já os revestimentos com mais de 60×60 cm precisam de colagem dupla, ou seja, argamassa na parte de trás da peça e também no piso e/ou parede, fazendo com que a quantidade de massa a comprar também seja maior. 

Modelo e paginação do piso influenciam diretamente na quantidade de pás a serem compradas (foto: arquivo pessoal)

  1. Tonalidade da tinta 

Mudar a cor de paredes e móveis é uma das formas mais fáceis e práticas para transformar um ambiente. Quando se fala de uma área pequena, o investimento em tinta pode até não pesar no bolso, mas considerando uma metragem ampla, o gasto pode pesar dependendo do tipo e da cor escolhida. 

É preciso estar atento ao rendimento do produto na superfície e quantas demãos são necessárias para atingir a tonalidade escolhida. Vale lembrar que, dependendo do pigmento utilizado, o valor da tinta será mais alto. Se a ideia é gastar menos, prefira as cores prontas ou aquelas que foram “descartadas” pelo cliente logo após a aquisição. Algumas lojas costumam vender essas latas fechadas com preço mais baixo. 

valor da tinta varia conforme pigmento da tonalidade (foto: arquivo pessoal)

  1. Equipe especializada 

Sabe aquela história do “achei um faz tudo bom e barato”? É como ganhar na mega sena hoje em dia, mas é preciso se lembrar de que o faz tudo não fez curso de especialização em todo tipo de serviço. 

Um exemplo: instalação de lastras (maxiformatos) de revestimento ou piso vinílico precisam de mão de obra especializada já no transporte e armazenamento das peças. Um serviço mal feito ou produto desperdiçado pode acarretar em prejuízo e, muitas vezes, não é culpa do faz-tudo. 

  1. Recebimento e armazenamento correto de material 

Na mesma categoria da equipe especializada, a conferência de material e móveis na sua chegada, e seu armazenamento correto podem gerar economia ao comprador. Isso porque, no corre-corre de uma reforma ou construção, material recebido com defeito dá dor de cabeça para trocar (lembre-se de que uma obra pode durar meses e adeus garantia ou troca no final) e mal guardado (sob incidência de sol, poeira ou chuva) pode danificar o produto. 

Conferir produtos na chegada gera menos dor de cabeça caso seja necessária a troca (foto: arquivo pessoal)