Em sua edição comemorativa aos 30 anos da mostra, a CasaCor Rio expõe, quase um ano após fecharmos nossas casas e passarmos a cair uma nova relação com nosso lar, como a pandemia interferiu de modo crucial na forma como queremos viver. 

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Espaço do Gisele Taranto Arquitetura traz flexibilidade no mobiliário do décor (foto: André Nazareth/CasaCor)

Sediada no casarão Brando Barbosa, em meio a 12 mil m2 de verde da Mata Atlântica, a exposição acontece de forma híbrida: presencial e on-line e traz 38 ambientes idealizados por 58 profissionais. 

A maior parte dos projetos imprime uma forma leve e descompromissada de morar, sem deixar de lado a sofisticação. Mas o acolhimento é a palavra de ordem nos espaços, traduzido por paisagismo, tons terrosos, madeira e texturas naturais nos estofamentos.  

Vale dizer que, por conta da importância história da mansão, houve uma preocupação em não fazer intervenções na arquitetura original, trazendo mais um paralelo aos dias de hoje: preservação de memória e sustentabilidade. 

Um dos destaques da mostra fica por conta da integração, quase que unânime nos cômodos, do home office. Se anos atrás, conciliar trabalho ao espaço de descanso se mostrava uma relação proibitiva, hoje, faz parte da necessidade de adequação dos novos tempos.