A 22 edição da Exporevestir, encontro que aproxima profissionais do segmento de construção, arquitetura e design de interiores à indústria de pisos, revestimentos, louças, metais, MDF e vidros, aconteceu na semana passada em formato híbrido (virtual e presencial), três anos depois da última edição 100% presencial. Estive no penúltimo dia da mostra e trago neste post as principais tendências encontradas por lá. 

(ANELISA LOPES ESCREVE ÀS TERÇAS. PERFIL NO INSTAGRAM: @anelisalopes)

A disputa entre os visitantes para fazer uma selfie nos inúmeros cenários instamagráveis montados nos estandes desviava a atenção para as reais novidades da feira, que mostrou um caminho já pavimentado por outros eventos do setor de decoração que aconteceram no mês passado, como Abimad, ABCasa e Abup. O cenário natural e suas composições foi o tema predominante. Dividi em cinco tópicos para mostrar o que deverá estar no mercado em breve.

  1. Tons terrosos

A textura de concreto/cimento queimado tem aparecido nos pisos e revestimentos de forma mais natural e com manchas mais suaves. O cinza industrial deu lugar aos tons terrosos, como cru, terracota e mostarda tanto nos revestimentos de grandes dimensões como nos modelos menores, do tipo metrô e azulejos. O acabamento matte (sem brilho) foi o mais encontrado entre os modelos. 

Cenário natural segue em alta (foto: arquivo pessoal)

Tons terrosos (foto: arquivo pessoal)

  1. Lastras x pequenos formatos

As lastras ou placas de grandes formatos para piso e parede já fazem parte do mostruário das principais marcas de revestimento e têm diminuído a representatividade de opções menores como as de 60 x 60 cm, por exemplo. Se por um lado, as peças maiores são uma ótima opção para cobertura de bancadas, mesas, móveis e, claro, grandes áreas, as marcas também vão apostar nos formatos super pequenos, como os de 10 x 10 cm, ideal para banheiros e cozinhas de apartamentos tipo estudio.

Formatos pequenos passam a dividir espaço com as lastras (foto: arquivo pessoal)

  1. Estamparia 

As estampas marcaram forte presença nesta edição do evento graças à evolução da tecnologia empregada na impressão. Dois temas que se mostraram recorrentes nas peças: botânica e estética modernista. O primeiro me pareceu uma forma de trazer o conceito dos jardins verticais para dentro de casa, o que particularmente não me agradou, já que prefiro as plantas de verdade. Já o segundo é uma referência ao centenário da semana Modernista de 1922, que abusava de formas simples e geométricas.  

Parcerias com moda e arte possibilitam as mais variadas ofertas de estampas (foto: arquivo pessoal)

  1. Automação 

Do chuveiro que toca música à torneira acionada por comando de voz: as louças e metais já funcionam de forma inteligente. Um dos itens que me chamou  atenção foi o vaso sanitário cujo fluxo de água é determinado por um sensor que funciona apenas com a aproximação da mão. 

  1. Sustentabilidade 

Mais durabilidade e, com isso, menos reparo e substituição de peças. Esta é a promessa dos modelos de cuba produzidos em inox da Deca, material super resistente e que pode ser reciclado. 

Os modelos de revestimento que trazem os veios e textura de granito e mármore ocuparam espaço considerável nos estandes dos principais fabricantes. Tive a impressão de os fornecedores de pedras naturais estarem presentes em menor número que nos anos anteriores.

Revestimentos com textura de pedras naturais apontam um caminho mais sustentável (foto: arquivo pessoal)

Linha de cubas de inox, novidades no estande da Seca (foto: arquivo pessoal)