Na maior parte das vezes em que questiono um cliente a respeito do orçamento disponível para a reforma ou mudança na decoração, a resposta é sempre a mesma “não faço a mínima ideia”. Este é um dos pontos primordiais para iniciar um projeto e, para que ele seja seguido à risca, é preciso estipular não só o gasto de tudo, mas também de que maneira isso será feito. 

(Anelisa Lopes escreve sempre às terças sempre às terças. Acompanhe alguns de seus projetos e referências no Instagram: @a81_design)

Qual a melhor forma de se planejar financeiramente para a reforma? (foto: Pixabay)

O primeiro cálculo para não fugir do montante total é considerar entre 5% e 10% menos daquilo que é pretendido gastar. Explico: durante as compras, surgem novas ideias ou imprevistos e, muitas vezes, o cliente pode incluir mais gastos, seja na realização de serviços ou nas compras. O famoso “já que estou fazendo isso…” é bastante recorrente mesmo para os mais racionais. 

Defina junto ao profissional que te acompanha nesta missão quais são os móveis ou acessórios que podem ser mantidos. Nem sempre o que é antigo e desgastado deve ir embora e, muitas vezes, o que foi comprado às pressas para cumprir uma função momentânea será excluído da proposta. 

Também é importante definir quais são as formas de pagamento: qual o valor dispensado para compras à vista? Normalmente, os prestadores de serviço dão desconto nesta modalidade. Compras a prazo ainda podem ser divididas entre cartão de crédito e cheques. Para não se perder em meio a boletos e faturas, acompanhe a planilha de gastos que pode ser executada pelo designer de interiores ou arquiteto semanalmente. Se não for o caso, faça-a você mesmo. 

O segredo para minimizar as dores de cabeça durante todo esse processo é planejamento. Investir em algo que muitas vezes não é capaz de visualizar não é uma tarefa fácil, mas, com certeza, valerá muito a pena após o resultado final.