Você já parou para pensar que muitas vezes deixa de fazer algo por vergonha?

Vergonha  é um sentimento doloroso é o fato de  acreditarmos  que somos defeituosos, portanto indignos de amor e aceitação.

Todos nós sentimos vergonha. É um sentimento universal. Todos nós temos medo de falar sobre a vergonha que sentimos. E quanto menos nós falarmos sobre a vergonha, mais controle sobre nossas vidas ela terá.

A vergonha nos mantem atrofiados, tímidos, medrosos. Seu efeito é devastador na forma como vivemos, amamos, educamos nossos filhos, lideramos pessoas.

É incrível a quantidade energia que gastamos tentando evitar esse território.

Muitas clientes deixam de fazer uma atividade física por exemplo não só pela preguiça, ou porque não gostam, mas também por sentirem-se envergonhadas. A vergonha aparece de forma tão cruel que as impedem de agir. É vergonha de colocar uma roupa e ficar ridícula, vergonha de suar, vergonha de fazer um exercício errado e ficarem olhando, vergonha, vergonha, vergonha. E o que é pior, não conseguimos nos libertar desta vergonha, porque não conseguimos entrar em contato com a nossa vulnerabilidade.

Não sei se vocês se lembram mas já falei aqui sobre vulnerabilidade. Vulnerabilidade é o centro de todas as emoções e sensações. Sentir é estar vulnerável. Vulnerabilidade é incerteza, risco exposição emocional. Estar vulnerável é ser você mesma. É entrar em contato com o que te aflige.

Então a dica de hoje é que você precisa estar mais vulnerável e isso não significa fraqueza, fragilidade.

É preciso estar mais vulnerável se quisermos mais coragem se quisermos viver com ousadia.

Como podemos deixar que nos vejam se a vergonha do que as pessoas podem pensar nos amedronta?

Por exemplo quando eu comecei com este trabalho eu sabia que tinha muito conteúdo para passar e que precisava compartilhar, mas entrar em contato com a minha vulnerabilidade, afinal de contas eu não poderia me expor, o que as pessoas iriam pensar de mim? “Quem é esta ridícula falando”. E esta vergonha me impedia de começar. Até que entrei em contato com tudo isto, olhei para a vergonha de frente e me fiz a seguinte pergunta: “ O que de pior poderia me acontecer, se eu fizesse uma live, se eu gravasse um vídeo? Ninguém assistir? Sim, ninguém assistir. E foi isso que aconteceu. E claro que fiquei muito triste, arrasada mesmo.

E sabe porque isso acontece com a gente? Porque tudo o que nós aprendemos desde nossa primeira infância consciente ou inconscientemente atrela a nossa autoestima a maneira como as pessoas recebem o que eu fiz. Você acredita que se as pessoas gostam do que você faz, você tem valor se não gostam do que você faz você não tem valor algum.

Quando você atrela sua autoestima ao que você faz, você fica refém daquilo que as pessoas pensam sobre a forma como você faz e age. Você transferiu sua autoestima para o que as pessoas pensam.

E isso lhe traz a vergonha que insiste em lhe dizer que você não é bom o suficiente.

A sua autoestima não pode estar em jogo.

E o que fazer?

A resposta está na resiliência que é a capacidade de nos recuperar rapidamente, de nos adaptarmos a uma mudança. É a capacidade de sermos autênticos quando vivenciamos a vergonha, de encará-la e passar por ela com mais coragem e compaixão.

Abraço.

Andrea Romão

Psicóloga e Coach Especializada na Reeducação Emocional no Processo de Emagrecimento