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Bem que eu queria escrever um texto inspirado pelo Dia das Mães. Ou, talvez, pudesse falar sobre a carga mental a qual nós mulheres estamos submetidas. Mães, então, nem se fala. Ainda mais na pandemia. Cheguei até a combinar pelo Instagram que eu escreveria sobre saúde mental, pra apoiar uma campanha de sensibilização sobre o assunto. Mas os planos foram por água baixo.

 

Há cinco anos o blog estreou. Gente do céu, só agora, neste exato momento em que escrevo, estou me dando conta de que o aniversário do blog acaba de passar: dia 6 de maio. Seis de maio de 2016!

Só eu sei quanto desejo, energia (noites produzindo, correria de um lado pro outro pra conciliar trabalho e gravações para o blog) e quantas expectativas depositei neste espaço. Tantas coisas me motivavam quando eu decidi escrever para dividir descobertas em análise que me transformaram, para falar sobre as saídas que fui obrigada a encontrar pra lidar com os desafios da maternidade – sem ter receita – e contar histórias de outras mães inspiradoras e únicas. Anônimas e famosas. O quanto comemorei a estreia e aniversários.

Ainda tenho o desejo de fazer acontecer, mas, infelizmente, a realidade fez chegar um dia – há meses – em que, mesmo depois de todo o investimento, de todo o planejamento e de todo desejo, realmente, não consigo mais escrever semanalmente no mesmo dia e horário. Não dei conta na véspera, nem na antevéspera, nem em outras semanas. Estou sempre perdendo pra forma como a internet funciona e leitores.

Se você me perguntar, eu confesso que podia apostar que, depois de cinco anos, esse investimento, que agora já tem o tempo de um broto de bambu chinês, ia estar radiante, forte, potente. Mas não. Ainda? E, diante dos desafios – se é que já aconteceu com você, você pensa é em deixar para lá. Afinal, não está fácil e, no fundo no fundo, você tem dado conta de muitas outras coisas nos últimos tempos. Deus é testemunha! Aliás, certeza que Ele está orgulhoso da sua caminhada.

Aí, acaba deixando passar. Mas, sabe-se lá como, não desiste!

De onde mesmo que vem essa disposição e essa resistência que existe dentro de nós mulheres e mães?!

 

Pensando bem, se está difícil pra você, imagine para as mães de filhos especiais, que enfrentam desafios muito maiores todos os dias e perseveram sem nem saber como conseguem, simplesmente, porque não há alternativa. Orgulho da minha amiga Larissa Carvalho, Laris pra mim, que trabalhou duro durante anos pra ver o Congresso aprovar esses dias a lei que amplia o teste do pezinho! Que alegria!

A maternidade faz isso. É um negócio que muda o centro do seu mundo, inverte as suas prioridades e te faz amar alguém por quem você daria a vida. Também te transforma quase numa atleta olímpica. Você não vai pra Tokio2020, óbvio, e pode estar com excesso de peso ou excesso de pele, mole ou dura, descabelada ou caindo de sono… Mas desenvolve uma resistência até para esperar por coisas que um dia pareciam inadiáveis. Duvida? Pois se mãe aprende até a segurar cocô, precisa de mais?!

 

Tem horas que dá vontade de sumir, sem se preocupar se escovaram os dentes, se tomaram banho ou se estão comendo o que devem. Afinal, a carga é pesada! Bem mais pra umas do que pra outras, obviamente. Em todos os níveis. Mas se o filho é amado, você ama de verdade, e busca ajuda profissional para ter saúde mental e física. A outra parte dos problemas resolve com uma boa noite de sono. Ô maravilha! E, no dia seguinte, começa a luta toda de novo, com fé em Deus de que vai passar. E vai melhorar. E vai ficar menos difícil e mais leve.

Porque a maternidade é amor. Esperança. Aposta. E fé.

 

Feliz Dia das Mães!

E vem pro @eupriscilladepaula, que já foi @maesemreceita, no Instagram. Vem, gente!