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Toda vez que um ano termina e outro começa, a gente faz balanços e planos. Nessa mesma época do ano passado, vi um video que sugeria que eu listasse as metas e os sonhos que tinha pro novo ano, que agora já é velho. Estão todos nas duas primeiras páginas de um caderno que fiz anotações importantes.

 

Eu nem precisaria consultá-lo pra saber que nenhum dos planos registrados se confirmou. Mas o que eu não sabia é que muitas das coisas que a gente conquista ao longo do ano não estão no plano de metas pessoal/familiar. Aliás, as minhas grandes conquistas de 2018 não estavam escritas por mim.

 

Outro dia, conversando a Léia, minha manicure, ela falou uma frase que traduziu do jeito que mais me agradou esse meu ano tão desafiador:

“Foi um ano de grandes decisões!”

 

Ah, se foi. Todinho. Desde que tive filhos, foi a primeira vez que fiz grandes planos profissinais. Só dois se confirmaram, mas não do jeito que eu esperava. O primeiro foi sair do antigo trabalho. Parece fácil, mas foi muito difícil me fortalecer pra chegar na demissão. O maior desafio foi resistir a todas as violências que eu sentia em relação ao meu potencial, à minha inteligência, ao meu histórico e ao meu trabalho na empresa ao longo de mais de sete anos. Dizer não para o que a gente não quer é um ato de coragem! De muita coragem, aliás, porque sair sem ter nada no lugar envolve muitos riscos. Alguns, desconhecidos até.

 

Mas eu estava confiante que a trajetória que tenho percorrido nos últimos tempos ia me trazer grandes conquistas. Tão confiante que todas as senhas que criei – TODAS – de novos cadastros tinham algum tipo de “Feliz 2018” na combinação. Otimismo em alto nível! Mas a recessão continuou e a obra atrasou.

 

Bom, a outra coisa boa foi ter tido a chance de trabalhar num lugar que eu queria muito. Mas era uma licença, que acabou. E eu não quis aceitar a vaga fixa que existia em outro núcleo. Põe coragem nisso! Coragem motivada pela clareza de propósitos e pela responsabilidade comigo e com a empresa, ao não assumir algo que claramente eu não queria. Pouca gente entende.

 

Sair e resistir é libertador. Mas o “mundo” que eu esperava em 2018 de portas abertas pra minha coragem, pra minha perseverança, pro meu desejo e esforço, pra minha clareza, determinação e para as minhas metas não se confirmou. Não é que acontece?!

 

Cansei tanto de corer atrás que, há uma semana, tive um episódio de labiritinte. Fui nocauteada pelo meu próprio corpo. Um dia todinho de cama e eu entendi: grandes decisões têm um peso! Às vezes, maior do que a gente pode prever.

 

Mas tudo o que eu construí este ano, dentro de mim, foi muito valioso. Todos os caminhos percorridos e os movimentos que fiz foram importantes. Eu entendi isso e decidi que quero continuar a ter fé. Eu aprendi a não duvidar mais de mim. A enxergar o valor da semente. Também aprendi a ser mais flexível. Agora, a melhor coisa de todas foi entender que quando a gente quer com clareza de motivações, a gente se move. E isso tem poder.

 

O ano se desenrolou de um jeito que o meu olhar de fé me faz enxergar uma razão e um propósito em todos os baques, em todas as decepções e em todas as metas que não saíram do papel… Eu cresci. Em muitos âmbitos.

 

Se tem uma coisa que não estava no caderno de metas e que foi a minha maior conquista é a fé em mim e a fé em Deus. Cansei de tentar sozinha. Tô exausta. Mas tô cheia de saúde. Olha que benção! Já que a fé move montanhas – eu sou testemunha – a minha meta pra 2019 é chegar nesse ponto. Se bobear, já estou nele e não sei… de tanta entrega.

 

Feliz 2019. E que Deus nos abençõe.

*Hoje tem vídeo. CAPITAL HUMANO. Porque as tais “softskills” estão bombando no mundo corporativo e de RH. Vem pro Mãe Sem Receita no Instagram – @maesemreceita. Vem, gente! Tem muita coisa bacana por lá.