Ah, ele é tão bonzinho!”, uma família orgulhosa pode dizer sobre uma criança tranquila, que quase não dá trabalho. É um olhar amoroso, certamente. Mas será que enxergar uma criança pequena de um jeito fixo é bom?

Tenho minhas dúvidas…

Aliás, arrisco dizer que, a longo prazo, pode fazer mais mal do que bem. Explico: um menino bonzinho, por exemplo, pode crescer bobinho. Afinal, o bonzinho cede, o bonzinho acata, o bonzinho quase não contesta… 

Há crianças que de fato são assim, mais fáceis. Mas o adjetivo, que costuma virar rótulo, pode ter um efeito muito maior. E pior. A longo prazo, o que era um jeito amoroso de enxergar, pode virar um problema.

Por que, então, não trocar o “bonzinho” por um “do bem”!? Assim: Esse menino é tranquilo, é do bem!

Alguém vê margem para essa forma ou esse olhar serem considerados ruins, em algum momento da vida? 

O vídeo de hoje propõe uma reflexão sobre a forma como a gente enxerga e define as nossas crianças.

Nossas palavras são como profecias! Elas também têm o poder de transformar em fato aquilo que poderia ser transitório…

Nossos filhos crescem e se reconhecem do jeito que foram nomeados. Ou, como está na Bíblia, em Provérbios 23.7: O Homem é aquilo que pensa que é!