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Desde que as investigações da PF  ‘encostaram’ na minha história pessoal, revivi um turbilhão de emoções. Vi pela TV, levada presa, uma mulher que interrompeu uma parte importante da minha história. Ainda assim, nunca lhe desejei o mal, como contei aqui no blog na semana passada.

 

Sempre tive pena da pobreza na alma e dos valores equivocados que norteiam esse tipo de gente, que age em benefício próprio, custe o que custar. Você também aprende a aceitar que a justiça que gostaria que existisse dificilmente será feita. E deixa de esperar…

 

Quando se depara com a notícia, nem consegue comemorar. Quem é vítima, na verdade, revive o sofrimento quando a justiça parece estar sendo feita. É um misto de surpresa, alívio e dor.

 

Você lamenta as perdas e, muitas vezes, inevitavelmente, se vê pedindo a Deus para recuperar o que te foi roubado. Até você se dar conta, mais uma vez, de que é melhor esquecer… e seguir em frente.

 

A verdade é que é muito difícil entender como tanta gente consegue construir uma vida pública baseada em verdades que nunca poderiam ser conhecidas. São verdades secretas, que elas usam para se convencer de que tudo tem um porquê.

 

Entendo que essas pessoas podem passar boa parte da vida sem temer. Mas, confrontadas com a justiça, com a opinião pública ou mesmo com as próprias fotos policiais fichadas e expostas nos jornais, por pior que elas sejam, algum sentimento deve brotar. Ah, se deve! Nem que seja de raiva, de frustração, de impotência ou de humilhação.

 

Fico pensando também o que passa na cabeça de uma pessoa que viveu boa parte da vida preocupada com a imagem, com o poder, com o luxo, sem dar a mínima pro mal que causava e que, de repente, é presa. No susto!

 

Talvez fosse mais fácil, para não dizer que seria o correto, encarar de frente, desde cedo, valores morais e éticos. Que podem não te trazer luxo, mas vão te trazer a glória: uma vida leve, sem medo, sem culpa e guiada por princípios humanistas.

 

Essas coisas a gente aprende e decide se vai carregar. Depois, é capaz ensinar. Pequenininho, aos pouquinhos, devagar…

 

O que a gente não pode nunca é se conformar! O combate à corrupção traz, portanto, uma lição essencial: é preciso enxergar a realidade como ela é e ensinar às novas gerações o que não se deve fazer.

 

Divido ainda aqui com vocês, em vídeo, um pouquinho mais das minhas crenças e de como eu ensino respeito e honestidade para os meus filhos, dentro de casa.

 

Assista, comente. Se gostar, compartilhe. E vamos semear valores humanistas que fazem bem para todos nós.