foto: Pixabay

 

Antes de qualquer coisa, precisamos reconhecer o quanto Gregório Duvivier é demais. Eu fico admirada. Agora que ele é pai, aconteceu de novo, esta semana, com o texto sobre a coadjuvância na paternidade. É lindo o reconhecimento público do quanto nós, mulheres, mães, somos incomparáveis.

 

Eu sempre refleti sobre a vida e sobre o quanto é incrível o corpo feminino ser capaz de gerar vidas. Toda vez que paro para observar meus dois filhos ou vejo um bebezinho, não consigo evitar o pensamento: “Como pode um serzinho desses se formar, crescer e sair do nosso corpo? A natureza é incrível. Deus é maravilhoso!” De alguma forma, isso é mesmo um superpoder.

 

A última vez que me surpreendi com essa mágica foi assistindo a um jogo do meu filho. Gabi e eu estávamos na beirada do campo. Ao nosso lado tinha um pai cuidando da filhinha de seis meses, enquanto o filho também jogava. Me encantei com o corpinho, as pernocas e os pezinhos feito bisnaguinhas da Catarina. Tudo prontinho.

 

A mãe superpoderosa estava fazendo um curso de papinhas. Em menos de uma hora, esse pai deu mamadeira, trocou a fralda, botou o chapeuzinho para proteger a filha do sol, fez carinho nos pezinhos, sentou e levantou com ela no colo algumas vezes. E ainda me ofereceu o álcool em gel, para passar num machucado que fiz no espinho de uma árvore. Esse é ou não é protagonista?

 

Igual ao meu marido. Isso faz a gente se apaixonar de novo, muitas vezes. Porque ainda que durante a gravidez e nos primeiros meses, a mulher seja a principal responsável pela história e o pai seja realmente o coadjuvante, pai que é pai têm de dividir papéis. Isso faz toda a diferença para os filhos, claro, e para saúde física, mental e emocional da mãe. E tem todo um impacto no casamento.

 

Mulheres superpoderosas são incríveis. Mas que esses superpoderes se resumam apenas à gravidez e à amamentação. De resto, a gente não precisa de nenhum outro que queiram nos delegar. Depois de anos de análise, eu não quero nem de graça.

 

Com o tempo, a gente se dá conta de que só temos poder sobre nós mesmas. E olhe lá. O superpoder de mãe acaba mesmo com o fim do leite materno. Quem acha que mantém o poder se engana.

 

Bom mesmo é escolher fazer curso de papinha, enquanto divide a difícil missão de criar com o pai. Ou com qualquer outra pessoa que possa amar e ajudar. Melhor que ter superpoderes é poder dividir o protagonismo. Aliás, Gregórios, viva o protagonismo dividido!

 

 

***Tem vídeo também, claro. O assunto não é o mesmo. Mas se você parar para ouvir e pensar, vai ver que até para vida família andar bem, é preciso ter os olhos do tigre.

 

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