Sempre que somos questionados temos a tendência de responder sem fazer uma profunda reflexão sobre como somos e agimos. Respondemos a partir da nossa resistência em olhar para partes que não estão bem integradas, por isso o que sai de nossas bocas normalmente são respostas automáticas.

Acredito que por estarmos cansados de sermos cobrados, ou mesmo de lidar com as nossas próprias questões internas, é que fugimos de olhar com mais profundidade para algumas situações, principalmente as relacionadas ao afeto. Já estamos com a cabeça cheia por precisar dar conta de várias obrigações e responder a diversos questionamentos, além de queixas familiares, no ambiente de trabalho, etc.

Passamos a agir no automático, tentamos finalizar algumas tarefas no trabalho, depois entramos no círculo de atividades que toda casa exige e assim vamos nos desconectando de ações que realmente deveriam ser permeadas de carinho. A loucura do tempo nos consome de tal forma que nos tornamos escravos do relógio, tudo precisa ser cronometrado, corrido e organizado. Nossas partes internas vão se adaptando e nesse processo muitas vezes esquecemos da gentileza, de uma palavra amiga que poderia adoçar o coração de uma outra pessoa.

Nessa montanha-russa chamada vida esquecemos de ser gentis até com quem amamos, na pressa não temos paciência para responder a uma pergunta, para prestar atenção no que o parceiro ou filho nos diz. O nível de irritação é alto, olhamos ao redor e só queremos um pouco de paz e tranquilidade, e muitas de nossas relações acabam não germinando porque não há adubo que as alimente.

Existem momentos em que seria importante parar para respirar, assim aumentando a consciência poderemos pensar com calma em como estamos agindo e impactando a todos ao nosso redor. Nossas ações alimentam um bolsão de frequência, quando vemos alguém fazer o bem de forma desinteressada isso nos contagia, abre o nosso coração para doar amor seja qual a forma escolhida. Podemos doar dinheiro, alimento, roupa, mas também podemos doar gentileza, um serviço, um trabalho, mas sem buscar a troca. Quando doamos de verdade agimos a partir de partes mais profundas de nosso ser, não há limitação ou mesmo regras, só fazemos.

Dar esperando que o outro reconheça e nos valorize não é o caminho, devemos agir com o coração, livre de ideias sobre em como o outro deve agir ou ser. Um doar despretensioso, movido por nossa empatia, mas é verdade que ao encher o balde do outro também somos presenteados pela vida, por um sentimento interno de gratidão. Quando eu faço um movimento amoroso e gentil para uma pessoa, estou me movendo em direção ao que é sagrado dentro de mim mesmo, um processo de muita cura interna.

Somos seres que se relacionam o tempo todo, podemos escolher como colocar isso em prática, mas te digo que é muito lindo esse movimento quando nos colocamos em um lugar de maior amorosidade e compaixão. Eu te desafio a colocar em ação o seu melhor, experimente elogiar a caixa do supermercado mesmo quando ela está com a carinha fechada, pois não sabemos quais os motivos roubaram o sorriso do rosto. Então experimente, você é um ser abundante, distribua carinho a todos que encontrar durante a sua jornada terrena, depois venha me contar o que aprendeu com essa experiência.