Essa foi uma semana de muita reflexão, não pude deixar de identificar o quanto nós seres humanos fixamos o olhar no negativo, sempre em busca de motivações para exercitar a nossa sombra.

Não sei exatamente onde começou, mas sei que em algum momento o prazer pelo negativo se instalou, basta olhar para a nossa política, para a falta de investimento no ser humano, nas relações patológicas e no apego ao que nos traz dor.

Tem gente que tem prazer em olhar notícias ruins, ver fotos de desastres, comentar a vida do outro. É como se houvesse dentro de si mesmo um eu pronto para ser colocado em ação, louco para falar o que pensa, colocando assim para fora a sua própria sombra.

De quem estamos falando? Do outro ou de nós mesmos? É preciso muita atenção, as projeções estão aguçadas, uma forma de aliviar o que tem dentro. Olhe para trás, quais os rastros que deixou no caminho? Você também errou né? Todos erramos.

Foi até bem interessante ler uma crítica essa semana sobre um assunto polêmico na mídia, um rapaz, vou chamar de ser humano, colocou seu ponto de vista publicamente, porém em algum momento acredito que tenha percebido que não foi muito legal o seu posicionamento e pediu desculpas. Fiquei pensando que esse mesmo pedido de desculpas que esperava receber também não é a mesma ação que outra pessoa que errou esperava receber também.

Dois pesos e duas medidas, um conhecido ditado popular que revela muito dos conflitos internos. Queremos defender o que tem ligação com o nosso eu e deixamos de lado quando é do outro. Sentimos prazer em emitir opiniões superficiais sem ao menos tentar entender mais profundamente como alguns processos ocorrem. Somos levados pela mídia e embarcamos sem o menor filtro, presos a preconceitos que estão instalados em nós.

Meu convite é autorreflexão. O que o mundo vem ganhando com tanta guerra. Como o Prem Baba sempre diz, a guerra está dentro de cada um de nós, cada vez que falamos do outro, julgamos, massacramos e nem tentamos entender o que levou a tal comportamento. Todos somos seres humanos, todos erramos, a questão é o que você faz hoje de bom, o que constrói para o mundo.