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Por Luciana Kotaka

Interessante pensar que apesar de estarmos o tempo todo ligados durante o dia, mal sentimos na verdade se estamos presentes de verdade nesses momentos.

Passamos o dia ligados nos volts 220 fazendo muitas coisas e de forma tão automática que não nos damos conta de que estamos vivendo.  Até porque mal temos tempo de respirar e sentir o fluir da vida.

Como trabalho com obesidade e transtornos alimentares me deparo todos os dias com essas situações, pessoas que não se dão conta do quanto perdem por não aproveitarem a vida em função do peso que carregam. Vivem a espera de perderem peso para comprarem uma roupa que gostariam de vestir, como se só pudessem se enfeitar  para si mesmo, para o namorado, marido e filhos quando estiverem mais magras. Esse viver no futuro causa uma imensa ansiedade, se esquecem de viver e sentir o presente, aproveitar os momentos que passam com uma rapidez e que não voltarão mais.

Outras pessoas vivem presas ao passado, no quando eram magras e se surpreendem muitas vezes porque olhando fotos perceberam que queriam emagrecer há anos e na verdade estavam com um peso adequado. Viver no passado também é uma armadilha cruel, pois suspendem o agora e como isso é sério.

Trabalho muito essa questão de que precisamos aprender a viver o presente, pois somente dessa forma podemos ser felizes, com o que temos e podemos ser, isso faz parte de um processo de aprendizagem, de nos desligar das idealizações e estarmos atentos às oportunidades que aparecem o tempo todo.

Coisas simples que deixamos de aproveitar como uma saída com amigos, porque não se sente bem dentro de uma roupa, de não ir a praia, em função das gordurinhas, de não aproveitarem o momento de intimidade com o parceiro porque se sente mal com o corpo.

Esses dias atrás lendo uma entrevista de Echart Tolle, no livro “Palavras de Poder”, ele fala sobre a importância de pararmos e respirarmos algumas vezes ao dia com o objetivo de nos sentirmos, uma forma de prestarmos atenção de que fazemos parte do universo, de que somos uma parte dele, que a vida é o agora. Achei tão significativo que comecei a parar e respirar, e me senti mais conectada comigo mesmo, pois precisamos ter a clareza de quanto é rica essa experiência e realmente é interessante.

Essa reflexão se estende não somente a quem precisa perder peso e se entristece com isso, mas a todos que passam dias, meses e anos aguardando a retomada de um sonho ou mesmo na busca do ideal da felicidade.

 Experimente!