Essa frase é bem interessante, pois nos remete a pensar em como vivemos esperando algo fantástico acontecer em nossas vidas. Tem pessoas que passam a vida toda sonhando com o dia que terá uma grande surpresa do universo, focam sempre no futuro como se este não estivesse a um segundo de acontecer.

Sempre lembro aos meus pacientes que o minuto seguinte já é uma nova realidade, que perdemos muito tempo vivendo na ansiedade, aguardando algo que possa preencher o coração, que traga alegria, como se na vida cotidiana já não fosse possível usufruir de momentos incríveis.

Mas o ansioso nem presta a atenção quando lhe falamos isso, ele nem ouve o que falamos, pois o foco dele está na ansiedade de responder, justificar ou mesmo comprovar alguma teoria. Não consegue relaxar, parar para sentir.

A vida transcorre rapidamente, o tempo vai sendo engolido e nem se percebe que os passarinhos cantam lá fora. Não enxergam a felicidade no agora, em pequenas coisas cotidianas que alimentam o coração. Podem até olhar, mas não toca o coração.

Quando meditamos aprendemos a relaxar, a respirar, pois somente assim aterramos, sentimos nosso corpo, sentimos que estamos vivos e olhamos para a nossa vida. Em uma mesa de jantar podemos nos alimentar de muito mais do que os alimentos podem oferecer, podemos nos nutrir de boas gargalhadas, uma piada engenhosa, um sorriso daquele amigo ou parente que gosta tanto de você. Mas muitas vezes a sua atenção está no celular ou na viagem da próxima semana.

A ansiedade quando exacerbada pode ser tão devastadora que nem dormir é possível, minando a qualidade de vida, levando ao sobrepeso e falando sem parar. O ansioso não desliga, vive em alerta, calculando e medindo situações.

O primeiro passo é se conscientizar de que não está aproveitando a vida como deveria, reconhecendo que vive no futuro e que em função disso acaba até minando as relações de trabalho e pessoais. A partir do momento que se tem consciência de um comportamento disfuncional, é importante buscar ajuda, olhar ao redor e sentir que está presente no agora.

Tem uma música bem interessante que diz que a vida é trem bala, então se você continuar a perder as paradas, vai chegar um momento que ao olhar para trás verá que não tem como recuperar o tempo, e que o livro da vida não foi escrito por falta de simplesmente respirar.