Toda crise traz diversas oportunidades de mudanças, pois ela nos apresenta um cenário que está defasado e que não existe mais espaço para expandirmos. No momento que ela se apresenta nos sentimos acuados, os conflitos se desdobram, vamos sendo tomados pela dor, pela dúvida, nunca teremos certeza do que é certo ou errado, porém o momento pede decisões.

Sabe quando nos encontramos no meio de uma tempestade? É bem assim que as crises se apresentam, sendo muito importante que possamos manter o máximo de tranquilidade interna para encarar os incômodos que a situação proporciona. Mas normalmente não conseguimos encarar todo o processo de crise de forma tranquila, vamos sendo sugados pelas dúvidas, muitas vezes até sabemos o caminho a seguir, mas o medo tende a nos deixar travados.

No momento que deixamos com que os pensamentos intrusivos ganhem força é que nos sentimos sem energia para seguirmos em frente. O desejo de simplesmente deitar no sofá e deixar a vida se encarregar por todo o processo é muito grande e muitos acabam deixando isso acontecer, se desconectam e mergulham na depressão.

Esse é um aspecto bem importante a ser explorado para não confundirmos a entrega real no sentido de não resistirmos aos fatos que se apresentam e buscarmos formas de abrir novos caminhos, e outra coisa é deitar no sofá e esperar o circo se desmantelar, não se responsabilizando pelas mudanças necessárias para a situação em questão.

A saída sempre será mais tranquila para os que não resistirem, mesmo que a situação não seja algo que nos agrade, a partir do momento em que a crise explode é preciso entender qual a aprendizagem que o conflito a ser solucionado nos trará e como devemos agir.

Quando focamos na lição a ser incorporada todo o resto se torna mais leve, porque estaremos mais conscientes do que precisa ser feito mesmo que os motivos sejam pesados. Vamos enchendo a nossa caixinha de ferramenta nos tornando mais fortes e preparados para outros embates que a vida nos presentear, mas lembrando que para isso é preciso ter vontade de crescer. Não tem como tapar, criar artifícios para escapar da crise, é preciso olhar, encarar, assumir a responsabilidade pela parte que nos cabe.

No final tudo se encaixa, entramos no fluxo da vida com um novo olhar, uma nova postura que nos possibilitará um maior manejo das crises, e nesse momento conseguiremos entender o verdadeiro sentido das adversidades em nossas vidas.