Sempre que abordo esse tema percebo que muitas pessoas sentem uma dificuldade em entender que certas situações aparentemente ruins podem estar na verdade a serviço de uma grande aprendizagem. Isso ocorre por que não é nada agradável entrarmos em algum embate com alguém, mas saiba que talvez a forma com que enxerguemos as situações pode mudar se olharmos através de outro viés.

Aprendemos desde pequenos que não é bonito e nem legal brigarmos com alguém, somos tão reprimidos que nem ousamos nos defender. Outros até se defendem, mas acabam sofrendo com algumas formas de agressão ou repressão por expressar o que sente ou pensa. De qualquer forma, dificilmente aprendemos que esses momentos podem ser valiosos.

A questão é que desde muito cedo vamos aprendendo o que é bom ou mal, certo ou errado de acordo com as crenças familiares, religião, escola e época em que estamos inseridos. Mas, o que raramente somos ensinados é como olhar de forma curiosa e investigativa para dentro de si mesmo cada vez que algo acontece e que nos envolve.

Alguma vez você parou para pensar que os conflitos são uma excelente oportunidade de voltarmos o nosso olhar para dentro e nos auto-observarmos? Pois saibam que sim. As pessoas com os quais nos relacionamos que nos incomodam, parecem travar tudo o que queremos fazer e nos agridem de alguma forma, são pessoas que estão a serviço do nosso crescimento.

Quando estamos vivendo na zona de conforto, tudo fluindo, não somos instigados e provocados para mudar internamente, acabamos vivendo do jeito que acreditamos ser e pronto. Porém, quando alguém surge nos cutucando, nos deixando bravos, podemos escolher investigar o que tal comportamento provoca nos provoca, irrita, incomoda, ou perder a tranquilidade, o sono, a saúde emocional e continuar olhando para fora.

Ao olhamos para dentro, começamos a entender o que é nosso e o que é do outro, mas principalmente nos leva a questionar as crenças adquiridas e buscar melhorar em nós certos comportamentos. É fundamental que possamos discernir o que é falso e o que é real, só assim vamos nos desenvolvendo, afinando nossos comportamentos, palavras, sentimentos e ações.

O mundo seria muito melhor se parássemos de nos sentir perseguidos, magoados e agredidos por qualquer comportamento que venha do outro e assumíssemos a responsabilidade de mudar o eu interno. Compreender o que nos faz sentir de determinadas formas no contado com o outro. Se todos se voltassem para o interno, fizerem uma autoavaliação e mudança de comportamento, logo teremos mais tranquilidade, paz e respeito nos relacionarmos com as pessoas que estejam próximas a nós.