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Vi essa frase há cerca de um mês em uma rede social e de certa forma fez uma grande diferença em minha vida, pois ela volta a minha cabeça a várias situações principalmente.

Quando decidimos ter filhos entramos em um projeto duradouro e sem prazo de validade, a cada sorriso esquecemos as noites maldormidas, o primeiro problema apresentado na escola e assim seguem os dias, anos. Mas um dia percebemos que eles cresceram, já dormem na casa de amigos sem risco de quererem no meio da noite voltar  para casa, afinal o círculo de amizades ampliou e os interesses também.

E chega a hora de iniciarem a universidade, as saídas noturnas se tornam rotina, aparecem os namorados e um dia resolvem que juntar os trapos é a melhor escolha, deixando um sentimento de vazio, a casa de repente fica quieta demais e quando os pais se dão conta, o casal, começam a se incomodar com a falta de assunto, cada um já está acostumado com a rotina, em o foco nos filhos.

Tem também os pais separados, onde um ou ambos continuam a desempenhar o papel de cuidador de forma absoluta, tudo é para o filho, sempre abrindo mão dos próprios desejos para de alguma forma garantir o amor dos filhos. Nas duas situações a grande maioria das vezes esses pais não se dão conta do que está acontecendo, apenas vivem de acordo com suas crenças, sua intuição e, claro, em nome do amor.

Mas aí vem a pergunta: O que você vai ser quando seus filhos crescerem?

Essa é uma questão que deve anteceder ao crescimento e à saída dos filhos de casa, é poder sim ser pai e mãe, mas também ser alguém que faz um curso que tem afinidade, que tem um grupo de amigos com quem se encontra a cada quinze dias, fazer uma atividade física e ainda conseguir trabalhar em algo que lhe faça sentir-se satisfeita, senão pelo menos ativa.

Mas pode ser que agora lendo esse texto perceba que não cuidou de si mesma e que de alguma forma não sabe na verdade o que quer fazer, o que gosta e como recomeçar. Não se assuste, isso acontece com muita frequência, você não é a única pessoa que se vê nesse vazio existencial, e a boa notícia é que sempre temos tempo de mudar, basta ter desejo.

Dicas:

– Pense na possibilidade de frequentar um parque, a caminhada promove vários benefícios à saúde, sem falar na possibilidade de conhecer outras pessoas e juntas formarem um grupo;

– Tente identificar algo que gostava de fazer antes de ter filhos, como pintar, costurar e até se matricular em um curso de inglês que tanto sonhava;

– Voltar a trabalhar sempre é uma possibilidade, além de manter a mente ativa, a sensação de estar produzindo é o melhor caminho para sentir-se novamente inteira;

– Retome velhas amizades, hoje com a internet fica mais fácil achar amigos que há anos não mantém contato;

– Se tiver dificuldade em recomeçar, pode buscar a ajuda de um psicólogo, assim poderá rever sua vida, pensar em novas possibilidades, além de sentir-se mais preparado para recomeçar.

Só vale lembrar que somos responsáveis pelo nosso futuro, não custa dar uma atenção especial e manter-se atento ao fato de que, um dia, os filhos se vão, e você, o que pretende fazer?