A separação é um processo bem comum na nossa sociedade atualmente, diferente da época de nossos avós em que mesmo em meio ao caos ficavam juntos até o final de suas vidas. Hoje muitos casais nem formalizam a sua união, basta que sintam algo mais forte um pelo outro e logo se mudam para a mesma casa.

Mas o mesmo amor que une os parceiros pode mudar, acabar e até virar em ódio, o que leva ao término do relacionamento, independente dos filhos e da estrutura que construíram juntos.

Quando um casal decide pela separação é esperado que possa olhar para a situação com bastante maturidade e resolver as questões entre os dois, cuidando para que as mágoas e decepções que possam existir não respinguem nos filhos.

Ao comunicar aos pequenos a decisão da separação é importante que os pais possam fazem isso juntos, e que expliquem de forma sucinta que não se amam mais como namorados, que não irão morar na mesma casa, e que continuarão amando e cuidando deles da mesma forma.

Esse seria o processo ideal, afinal dois adultos devem saber a responsabilidade que têm com os pequenos e o quanto as brigas podem machucar e afetá-los emocionalmente, mas infelizmente os pais esquecem que os filhos nada têm a ver com o relacionamento íntimo dos dois e logo tratam de usá-los em suas disputas, inclusive tentando fazer com que se tornem aliados contra o outro.

Sinto que essa questão é muito delicada e mostra o quanto ainda é necessário aprender e mudar comportamentos, pois vemos o tempo todo isso acontecendo, e não é preciso se esforçar muito, você logo irá se lembrar de um familiar, do vizinho ou de um amigo que está passando por essa situação.

O casal está imerso na dor da ruptura, cada um olhando para os seus sonhos que estão ruindo, para a sua história. A dor gritando fora do peito, esquecem de preservar os pequenos e os envolvem nos conflitos, o que certamente marcará a vida dos mesmos afetando inclusive as suas relações futuras.

É preciso lembrar que todos passarão pelo processo de luto, a rotina mudará e tudo o que foi construído passará por reformulações, desabando o castelo de cartas que até então era uma realidade para toda a família. Os filhos precisarão de atenção, apoio e a presença dos mesmos, para que desta forma possam passar por essa transição com mais segurança.

Muitas vezes um dos parceiros tende a querer ficar mais tempo com os filhos, mas quanto mais eles puderem participar ativamente da vida do pai e da mãe, mais poderão sentir o amor desenvolvendo assim um sentimento de tranquilidade diante dessa ruptura que estão vivenciando.

Outro aspecto importante é oportunizar que verbalizem as suas dúvidas, seus medos, dores e confusões, pois não se pode ignorar que a criança tem sentimentos, e não é por serem pequenos que não precisem conversar sobre o assunto.

Em meio a todo o caos dessas mudanças e decisões, mesmo com toda a dor presente, é preciso compreender a responsabilidade como pais e assim se disporem a separar o que é do casal da relação com os filhos.

Lembrando que quanto mais tranquilo esse processo, mais fácil será lidar com as reações dos filhos e assim poderão recomeçar as suas vidas com tranquilidade e sem maiores conflitos.