Vou te perguntar algo: você conhece alguém que esteja passando por uma situação em que está bem claro o que precisa fazer e essa pessoa não faz? Os amigos ou familiares tentam mostrar  algumas questões importantes a serem modificadas e mesmo assim a pessoa não enxerga?

Acredito que quase todas as pessoas que lerem esse texto conhecem alguém assim, que não está preparada para olhar para o que está acontecendo em sua vida. Isso porque não é fácil tomar decisões, elaborar decepções e finalizar situações. Seja em um contexto de trabalho, familiar, saúde e até afetivo. Encarar o que está disfuncional é uma tarefa que exige coragem.

Por mais difícil que seja entender como as pessoas suportam situações que só promovem dor, a questão é que não somos preparados para tomar decisões que envolvam confronto. Ficamos com receio de estarmos errados, ficamos inseguros se iremos ter forças para sustentar rompimentos afetivos, achar um novo emprego, mudar hábitos de vida e outros.

Cada indivíduo foi educado dentro de um contexto de crenças e valores que acaba determinando suas vidas. Crescemos ouvindo e presenciando situações que nos impactam muito, desta forma se tornam realidades inquestionáveis, mesmo que sejam dolorosas no dia a dia.

Não olhar para o que está ruim, não tomar uma decisão também é uma escolha, por isso o nosso papel não é cobrar, e sim compreender, e, se possível, ajudar com o que outro se fortaleça. Uma pessoa confiante terá muito mais recursos para mudar a vida do que uma pessoa que só ouve críticas e recebe cobranças por uma postura. Porém, se mesmo assim nada mudar, acolha o outro em sua decisão, afinal felicidade pode ter diferentes significados, inclusive de seguir a vida acreditando que faz as melhores escolhas e está tudo bem também.