Como esse tema é sempre muito polêmico optei por começar indo direto na solução, pois emagrecer exige autorresponsabilidade. Pode ser que essa declaração gere desconforto, mas a questão é real, quem vive dentro desse corpo e quem pode fazer as escolhas mais importantes para ter uma vida saudável?

Bom, é certo que você sabe a resposta. Cada um de nós tem o direito e a opção de colocar dentro da nossa boca o que quisermos, não é mesmo? O que você tem escolhido? A saúde ou a obesidade?

Vamos adiando o momento de iniciar mudanças importantes, às vezes até buscamos um caminho e desistimos após um período de tempo. Em outros momentos vamos atrás de algo que no fundo sabemos não ser a solução, mas que a primeira vista parece ser mais fácil e rápido.

Vivemos a cultura do imediatismo buscando uma solução mágica para tudo. Acostumamo-nos com propagandas enganosas e nos permitimos integrar o seleto grupo daqueles que escolhem viver na ilusão. Não assumir as próprias escolhas pode ser um caminho perigoso demais quando se trata da saúde.

Não há como buscar fora uma solução que depende de um compromisso interno. Emagrecer é se libertar do que é nocivo, isso vale para os alimentos, para as relações ruins, para comportamentos que necessitam de mudanças. Muitas vezes a solução está em aprender a colocar limites a si mesmo, respeitar seu próprio tempo, a forma com que se coloca para o outro e até deixar que pesos que acumulou no caminho sejam liberados.

Um tema muito complexo que não se resume somente a comida em si, mas em todo o entorno que se está inserido. Como emagrecer quando o desejo é de continuar comendo, aplacando dores e utilizando a comida como solução para qualquer desconforto que venha sentir?

Já ouvi muitas pessoas que após algum tempo de tratamento verbalizam claramente que na verdade não querem parar de comer, ou mesmo que sabem que precisam mudar, mas que não conseguem em função do relaxamento rápido que a comida proporciona. A comida como suporte para as insatisfações da vida.

Emagrecer é um processo que exige empenho, um verdadeiro compromisso com o bem-estar. É preciso estar aberto para mudar comportamentos que vão além de hábitos alimentares, que englobam ações onde aparece o comportamento imediatista, ansioso, estressante e que causa dor.

Da mesma forma que ouço um relato de alguém que em um ato impulsivo comeu a pizza toda, ouço da mesma pessoa que da mesma forma impulsiva fala algo que machuca o outro, toma uma decisão precipitada, perde o emprego. Em outros momentos em que não querem pensar em uma situação que precisam resolver, se lançam no trabalho, ficam exaustos e relaxam com a comida. Esses são pequenos exemplos, mas tenha certeza de que essa relação comida com o emocional é rica, cada um com sua construção interna.

O assunto é extenso, os motivos são variados, mas a saída é uma só, é entender que cada situação tem um caminho que precisa ser seguido. Se meu carro está sem gasolina não adianta eu colocar suco de uva que não irá funcionar, muito pelo contrário, irei ter uma série de problemas decorrentes por um comportamento meu que não é assertivo. Com a alimentação é a mesma coisa, comer deve servir para nutrir o corpo, podemos até nutrir a alma em muitos momentos, mas quando esta se torna a saída rotineira em várias situações em sua vida, aí ligue o alerta e busque ajuda, antes que seu corpo emperre e você perca a chance de se alinhar com o autocuidado e respeito por si mesmo.

Autorresponsabilidade, esse é o caminho que devemos trilhar, afinal ter saúde depende de ter bons hábitos e somente você pode se dar esse presente.