Tenho a impressão de que estamos dentro de um enorme labirinto tentando achar a saída mais equilibrada ao nos depararmos com comida. Mas elas estão disponíveis em qualquer lugar, de vários tipos, cores, texturas e sabores. Pode ser que você consiga lidar com naturalidade em situações que envolvam comida, mas infelizmente vem aumentando o número de pessoas que acabam restringindo a vida social e familiar para evitarem comer tudo o que desejam.

Talvez não seja a sua realidade, mas tenho minhas dúvidas, afinal está lendo esse texto. Quem nunca comeu sem sentir fome? Que repetiu o segundo pedaço do bolo porque estava delicioso, ou mesmo pela aparência que estava ótima.

Fica difícil viver assim, ir às festas, sair com amigos, viajar sem comer algo que se goste, mas o mais difícil mesmo é entrar nessa onda fit em que tudo é proibido, até ser feliz.

Nossa necessidade básica de nos alimentar foi seriamente atingida, comer deveria, e é na verdade, algo natural e essencial para nossa sobrevivência. Na época de nossas avós, bisavós, comer era um momento de puro prazer e alegria, hoje esses momentos estão se transformando em tortura.

Quantas vezes ficou angustiado perto de datas festivas ou perto de uma viagem? Quando foi que situações de lazer se transformaram em situações de risco para você?

Perdemos a espontaneidade, viramos escravos de nosso corpo, da numeração de nossas roupas e até mesmo da comida de nossa mãe.

Que loucura! Estamos no século XXl e ao passo que conquistamos a liberdade em várias frentes, regredimos em outras que não fazem o menor sentido. Me pergunto onde foi que entramos nesse labirinto que parecem não ter saída, pois a cada passo em busca do equilíbrio, aparece novos caminhos que levam a lugar nenhum, isso é, caminhos que prometem um corpo magérrimo, muitas vezes com alto custo, mas com o mesmo efeito rebote de todas as outras dietas milagrosas.

Só me resta ficar à espera de novos casos a atender, novas oportunidades de mostrar que existe o caminho do meio, pois dentro do labirinto sempre há uma saída, onde se conquista a liberdade de ser quem se é, sem precisar se maltratar para viver de forma a se cobrar por algo que na grande maioria das vezes, nunca poderá ser.