A apresentadora Ana Furtado falou sobre a crioterapia Foto: Instagram/ @aanafurtado

A apresentadora Ana Furtado faz quimioterapia para combater um câncer de mama e também é adepta da crioterapia Foto: Instagram/ @aanafurtado

A queda de cabelo é uma das etapas mais temidas por mulheres e homens que lutam contra o câncer. O efeito colateral da quimioterapia é muito mais que um problema estético, ele expõe o paciente a um estigma social. A apresentadora Ana Furtado, que enfrenta a doença de maneira pública nas redes sociais e em programas da Rede Globo, recorreu a crioterapia para evitar perder os fios durante o tratamento de quimioterapia.

Com a crioterapia, o paciente tem a chance de perder apenas 20 a 30% dos fios, no entanto o resultado varia de acordo com o medicamento quimioterápico usado.

“A imagem pesa demais. É muito duro ser estigmatizado pelo câncer, ficar abatido. A crioterapia favorece o bem-estar, minimiza o clima de ‘coitadinho’ e fica mais fácil tocar a vida”, diz o oncologista da unidade São Paulo, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), Daniel Gimenes.

A experiência de Célia Lins, que passou por 12 sessões de quimioterapia para tratar um câncer de mama, confirma esses benefícios. “Você não perde sua identidade, você se olha no espelho e está inteira, você não fica com aparência debilitada. Minhas filhas me fortaleceram, ainda mais porque elas viam que eu estava bem, viam que eu ainda era a mãe delas.”

O resultado estético também atendeu as expectativas. “Ao receber o diagnóstico, uma das primeiras coisas que você pensa é que vai ficar careca, mas eu mantive cerca de 90% do meu cabelo, apenas na parte superior da cabeça que caiu um pouco”, relata Célia.

O oncologista alerta que a crioterapia precisa ser indicada e acompanhada por um médico oncologista e precisa ser feita desde a primeira sessão de quimioterapia.

 

Saiba como é a crioterapia

Ontem fiz minha segunda sessão de quimioterapia. E a sensação é de que essa foi menos difícil do que a primeira. Volto a dividir detalhes com vocês porque, ao mesmo tempo em que me fortaleço com as palavras de carinho que recebo, acredito que posso também encorajar pessoas que estejam passando por situações tão difíceis quanto o diagnóstico de um câncer. Na foto, estou sendo preparada para a crioterapia. Trata-se de uma técnica que utiliza uma touca recheada com gel térmico, atingindo temperaturas negativas (-10º, no meu caso). Esse resfriamento no couro cabeludo é muito doloroso, mas reduz a quantidade de quimioterápicos que chegam até os bulbos capilares, diminuindo a queda de cabelos. Antes, é preciso encharcar a cabeça com água para depois colocar a touca. Foram 4 horas e meia com o equipamento na cabeça: meia hora antes do início da quimio e 2 horas após o término dela. É difícil, mas, até agora, eficiente. Só tenho a agradecer a todos os médicos pelas orientações, apoio e carinho comigo.🙏

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Uma hora antes da infusão de quimioterapia, é colocado no paciente um capacete revestido por um gel em temperatura de 4º C.

O aparelho permanece conectado ao paciente durante a medicação e é retirado uma hora após o término da sessão. Durante a crioterapia, que dura entre três e quatro horas, a pessoa tem uma sensação térmica de 15ºC e pode sentir frio e dor de cabeça.

 

Entenda como funciona a crioterapia

O resfriamento diminui o fluxo sanguíneo para a raiz de cada fio de cabelo e, dessa maneira, o couro cabeludo fica menos exposto à agressão dos quimioterápicos.

 

Qual é a sensação do paciente durante a crioterapia?

A sensação térmica do paciente é de 15º, ele pode sentir dor de cabeça e tontura. “Em geral, o frio é bem tolerado e os demais sintomas não são considerados como fatores que levam à desistência do procedimento pelos pacientes”, afirma o oncologista.

Célia conta que no início da sessão tomava um analgésico para diminuir o desconforto e que sentia a dor mais intensa apenas no primeiros cinco minutos da técnica. “Nada que não seja suportável”, diz a aposentada.

 

Quem não pode fazer crioterapia

A técnica é contraindicada para quem tem câncer hematológico, como leucemia e linfoma e para pessoas que têm alergia no couro cabeludo.

 

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