Certo dia, após minha mãe brigar comigo porque deixei a toalha molhada em cima da cama, parei para pensar que todas as mães têm algo em comum. Parece que elas falam com elas mesmas ou que elas tiram suas próprias conclusões. Mãe é assim, né? Briga por coisa boba, mas no fim, é para te educar. Agora o duro é que a gente insiste e quanto mais a gente insiste, mais elas ficam bravas.

Antes da gente nascer, parece que todas elas passam por um curso do tipo “aprenda a educar seu filho de forma rápida e barata”. Por que quem nunca escutou frases como: “Onde você achou esse casaco? Então vai guardar”. Ou “Filho vem cá!”
– Eu não fiz nada mãe, eu juro
– Esse é o problema
Ou uma clássica: “Mãe, onde tá meu casaco? Já procurei e não achei
– Menino se eu for aí e achar… você fica sem o casaco, hein!”.

Uma infância só pode mesmo existir se existir uma mãe. Tem coisas que só elas fazem por nós. Como te colocar de castigo ou até te dar uns tapinhas. Mas dizem que “criança que não fica de castigo não teve infância”. E entre tapas e beijos, a infância passa rápido. Logo chega a fase da adolescência… coitado dos dois. Um briga com o outro. E mãe adora tirar nosso celular, né? Sem falar quando resolvem sentar na sua cama pra ter “aquela conversa” que a maioria dos adolescentes fica bem constrangido. Imaginar que sua mãe já fez “aquelas coisas” … Não tem condições!

Mas um dia, aquele curso “aprenda a educar seu filho de forma rápida e barata” que ela fez quando você ainda estava na barriga, acaba e chega a hora de você nascer. Você nem imagina o que te espera… Ela faz tudo porque te ama e quer o melhor para você. E quem não ama sua mãe? Isso só acontece em novela ou filme porque não dá pra não amar. Mesmo que tenham brigas, castigos e até uns tapinhas.

Se você ainda tem menos de 21 anos, muito te espera pela frente. Mas só batalhando é que vamos chegar ao nosso objetivo. E se você tem mais de 21 anos e ainda mora com sua mãe, pelo amor de Deus, sua mãe é um anjo por não ter te expulsado ainda. Então vamos se mexer e tocar a vida. Mãe, eu te amo!!

Seu filho, Pedro Brandão

PS. Esse texto foi escrito pelo meu filho de 14 anos para um trabalho da escola. Era para ser uma crônica e quando ele me deu para eu ver se estava bom, não pensei duas vezes que este texto deveria ser a próxima coluna. Porque ele fala de outra voz. E fala de muitas de nós, mães e mulheres.