Hitler foi, como se sabe, uma dos grandes ditadores do Ocidente. Zuckerberg, como se sabe, é um dos jovens fundadores do Facebook. O que os dois têm em comum? O olhar. Um olhar perdido, distante, como se estivessem concentrados apenas nos seus planos pessoais. Olhe-se, nas fotos e nos filmes de internet, o olhar de ambos.

Mas não é só olhar. Também a mente. Hitler tentou construir o Império Germânico para fazer a humanidade esquecer o Império Romano. Contudo, suas tropas foram derrotadas pelo rigoroso inverno russo e assim mostraram que os até então imbatíveis nazistas, com sua Blitzkrieg, guerra relâmpago, podiam abrir flancos e serem mortalmente atingidos.

Zuckerberg e o Facebook e o WhatsApp, que pertence ao Facebook, têm planos parecidos. Imperar sobre o mundo, porém via geografia do espaço virtual. E estão conseguindo, como Hitler em princípio estava conseguindo.

O curioso é que as pessoas voluntariamente, das comuns aos políticos, passando por intelectuais, são abduzidas e colocam informações básicas das suas próprias vidas à disposição da referida rede social. E isso vai do cartão de crédito a fotos e dados da vida privada.

Haveria um vigoroso inverno russo para derrotar o neo-nazismo do Facebook e do WhatsApp? Esperemos.