Costumo dizer que o filósofo Schopenhauer teve a coragem de apresentar o tema da SEXUALIDADE como central filosoficamente, e, com isso denunciou a ingenuidade dos filósofos anteriores a ele por não tratarem detidamente do assunto.

Eu ouso dizer que o tema das drogas, lícitas ou ilícitas, é central filosoficamente, em se tratando de analisar a existência humana.

Nos dois casos, desde que a humanidade existe, sexo e substâncias psicoativas (drogas) acompanham o ser humano.

Traficante educador, crianças e adolescentes aprendizes deles, anciãos que se aventuram pela primeira vez com viagra e drogas, ingênuos e ingênuas que procuram a filosofia para entender suas opções de aventura radical em baladas com balinhas etc.

Viver é perigoso!

A questão é como lidar com tais temas, ainda hoje tabus, por mais liberais que nos achemos. Um filósofo não pode ter medo de colocar o dedo nessas feridas. Descortinar o horizonte desses temas, decerto é uma contribuição de sabedoria para a nossa qualidade de vida.

Eu particularmente prefiro uma boa conversa acompanhada de vinho, um passeio na montanha, uma caminhada na praia, observar a via láctea, observar a linha em que o céu encontra o mar… Talvez eu seja um careta. Mas como gosto disso!